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CPI da Covid interroga a diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades

13/07/2021 - 08:54 | Atualizada em 13/07/2021 - 13:06

Redação

CPI da Covid interroga a diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades

Foto: Agência Senado

A CPI da Covid reúne-se hoje (13) para ouvir o depoimento de Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, empresa que representa a Bharat Biotech no Brasil e que teria feito intermediação nas negociações para compra da vacina Covaxin.A Precisa foi responsável por fechar um contrato de R$ 1,6 bilhão com o governo federal para aquisição do imunizante

A convocação de Emanuela Medrades atendeu pedido dos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

A reunião deve começar às 09:15.

A reunião está atrasada.

Emanuela Medrades não chegou. Os advogados dela conversam com os integrantes da CPI. Emanuella estaria no escritório dos advogados. O habeas corpus concedido por Luiz Fux não dispensa o comparecimento, mas lhe dá o direito de ficar calada em assuntos que a autoincriminem. Nos temas em que é testemunha, ela deve falar.

Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que a diretora da Precisa Medicamentos teria feito uma sessão de media training e “perdido a cabeça várias vezes”. Por isso, os advogados a aconselharam a não responder perguntas dos senadores.

Renan Calheiros (MDB-PE) disse que o habeas corpus que deu a Emanuela Medrada o direito de ficar em silêncio é limitado. Ela só pode se calar para perguntas que possam incriminá-la. Mas será obrigada a responder as demais. 

INEXPLICÁVEL

Omar Aziz queixou-se de que a depoente Emanuela Medrades, como já ocorrera com Francisco Maximiano (dono da Precisa Medicamentos), amparou-se na condição de investigada pela Polícia Federal para permanecer em silêncio.

— Inexplicavelmente, o sr. Maximiano se torna investigado um dia antes de vir depor. E inexplicavelmente a nossa depoente de hoje também é ouvida um dia antes. Longe de mim falar isso da Polícia Federal, mas é estranho, e como jabuti não sobe em árvore, não podemos entender como são feitas essas coisas.

A CPI recorreu com embargo de declaração para esclarecer o limite do silêncio da testemunha. O ministro Luiz Fux sinalizou que receberá o presidente da CPI.

Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) lembraram que, caso ela insista em não responder, incorrerá em crime de desobediência. Omar pediu que a testemunha se mantenha no local até o STF proferir decisão. 

 
 

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