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Com porte de arma suspenso, Paccola avalia pedir segurança à Câmara

03/08/2022 - 12:24 | Atualizada em 09/08/2022 - 09:39

Cícero Henrique

Com porte de arma suspenso, Paccola avalia pedir segurança à Câmara

Foto: Divulgação

O juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Miráglia Fernandes, tornou réu o vereador Marcos Paccola (Republicanos). O magistrado acolheu denúncia do Ministério Público, que apontou que o agente do Sistema Socioeducativo Alexandre Miyagawa de Barros foi baleado nas costas pelo vereador. O crime ocorreu na noite do dia 1º de julho em Cuiabá. A vítima discutia com a mulher no meio da rua, com a arma na cintura, quando foi atingido por três disparos. Paccola alega que atirou primeiro para evitar ser baleado.

Porte de arma
Na ação penal, o juiz Flávio Miráglia atendeu o pedido do Ministério Público e suspendeu o porte de arma do vereador. Diante disso, a defesa do réu avalia pedir segurança à Câmara dos Vereadores de Cuiabá. O advogado Ricardo da Silva Monteiro, responsável pela defesa de Paccola, alega que seu cliente, quando na ativa, combateu diversas organizações criminosas.

Câmara Municipal
Na Câmara, o requerimento de autoria da vereadora Edna (PT) que pede o afastamento e cassação do mandato do vereador Marcos Paccola foi encaminhado pela CCJ à Comissão de Ética.

Na última terça-feira, 21 vereadores aprovaram o relatório da CCJ contrário ao afastamento imediato do vereador.

Proarmas
Marcos Paccola é coordenador regional do movimento Proarmas, que defende a legalização do porte e da posse de armas por civis. Em seus perfis nas redes sociais divulga o movimento e defende o discurso armamentista do presidente Jair Bolsonaro (PL), que usa a narrativa de defesa da liberdade.

Ao apresentar a denúncia os promotores de Justiça argumentaram que o Marcos Paccola agiu por torpe motivação, “no afã de projetar sua imagem como sendo de alguém que elimina a vida de supostos malfeitores e revela coragem e destemor no combate a supostos agressores de mulheres”. Destacaram também que após a prática homicida, o vereador veiculou mídias sobre seu suposto ato de heroísmo, além de discursar, no Parlamento Municipal, exaltando seu feito e desprestigiando a figura da vítima.
 
 

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