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'Minha família morreu porque a Justiça não o prendeu quando tinha que prender', diz parente das vítimas de Sorriso

JUSTIÇA CEGA

08/12/2023 - 10:41

Redação

'Minha família morreu porque a Justiça não o prendeu quando tinha que prender', diz parente das vítimas de Sorriso

Foto: Reprodução

Cerca de dez dias após o crime brutal contra mãe e três filhas que chocou o país, em Sorriso (MT), a família ainda busca forças para tentar seguir em frente. Cleci Cardoso, de 46 anos, Miliane Calvi Cardoso, de 19 anos, e duas meninas de 10 e 12 anos, tiveram a casa invadida durante a madrugada do último dia 25 de novembro, no Bairro Florais da Mata, foram violentadas sexualmente e assassinadas pelo pedreiro de uma obra ao lado, que era foragido da polícia. Ao canal do escritor e roteirista Beto Ribeiro, em episódio publicado no sábado (2), uma sobrinha de Cleci, Tauany Micheli Dill, de 22 anos, fez um desabafo e falou sobre as lembranças que leva da tia e das primas.

— Ela era uma mãe maravilhosa, inteligente, lutou a vida toda para dar tudo de melhor para as filhas. Elas eram lindas, inteligentes e amadas por todos nós. Por todos que a conheciam. Pois elas estavam sempre sorrindo, brincando, dançando, ajudando todos — disse. — Perdê-las foi e continuará sendo o pior momento de nossas vidas. Mas não daremos palco para aquele maldito que fez isso. Não nos lembrarmos delas com dor, mas sim com amor, porque é isso que elas eram nas nossas vidas.

O pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, de 32 anos, foi preso em flagrante pelo crime e já teve a prisão convertida em preventiva, o que significa que continuará atrás das grades até o julgamento. Nesta quarta-feira, o inquérito foi concluído pela Polícia Civil, que indiciou o suspeito quatros vezes por feminicídio e outras três vezes pelos estupros de duas adultas e uma menor de idade.

Gilberto foi preso após a polícia ter descoberto que ele era procurado por pelo menos outros dois crimes: o assassinato de um jornalista, em Goiás, e um episódio recente, muito parecido com o que ocorreu em Sorriso, quando invadiu uma casa, abusou sexualmente de uma mulher e tentou matá-la a facada, mas acabou impedido por ela. Tauany lamenta que ele não estivesse preso.

— A minha família morreu porque a Justiça não o prendeu quando tinha que prender — disse. — É importante que seja desenvolvido algum projeto de lei em que criminosos sexuais sejam colocados num banco de dados nacional e que todos possam ter acesso e se proteger. Se no primeiro crime cometido por ele, ele tivesse sido preso corretamente, ele não teria feito outra vítima na nossa cidade vizinha, Lucas do Rio Verde, nem essa crueldade com as nossas meninas. É sempre importante, também, que ao ouvir pedidos de socorro e barulhos estranhos na casa vizinha, as pessoas procurem sempre ligar para a polícia, informar o que estão ouvindo.

glo.bo/41bO8z4


 

 

 

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