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O fim da cobrança de 14% das aposentadorias é prioridade na pauta de reivindicações do Sintep-MT

EDUCAÇÃO

19/03/2024 - 17:51 | Atualizada em 19/03/2024 - 17:58

Wagner Zanan/Assessoria Sintep-MT

O fim da cobrança de 14% das aposentadorias é prioridade na pauta de reivindicações do Sintep-MT

Foto: Reprodução

A luta dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pública da rede estadual traz entre as prioridades na pauta de reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), o fim do confisco de 14% de aposentados e pensionistas. O saque automático sobre o salário de quem já contribuiu no tempo de serviço, tem afetado uma fatia considerável dos ganhos daqueles que não estão mais na ativa, o que promove ainda mais fragilidade econômica.

A pauta encaminhada ao governo do Estado de Mato Grosso, com cópias aos secretários de Educação, Fazenda, Gestão e Planejamento e ao MTPrev, foi deliberada pelo Conselho de Representantes do Sintep-MT, dias 24 e 25 de fevereiro, e cobra avanços nas negociações para o fim do desconto previdenciário àqueles que já contribuíram. 

O impacto que os aposentados e pensionistas sentem no bolso e no dia-a-dia é relatado pelo professor aposentado Ivonei Andrioni, de Sinop, fora da sala de aula desde janeiro de 2022.  “É só você retirar ou acrescentar 14% sobre o valor do salário que você recebe para ter uma noção do impacto que isso causa. Mas não é só o confisco dos 14%, temos o não pagamento (integral) da RGA e também o bônus que o professor da ativa recebe no final do ano letivo e que não é computado no salário do aposentado. A aposentadoria acontece em final de carreira, momento em que devido a idade, o plano de saúde, para quem consegue pagar, já é mais caro do que pessoas que estão na ativa”, afirma Andrioni.

O Sintep-MT em conjunto com vários outros sindicatos de servidores públicos estaduais e a Federação de Servidores Públicos de MT vêm tentando sensibilizar o governo do estado e os deputados estaduais, na Assembleia Legislativa, para a revisão desta medida que tanto prejudica aposentados e pensionistas.



O presidente do Sintep-MT, professor Valdeir Pereira, ressalta a insensibilidade do governo do estado frente às dificuldades impostas aos aposentados e pensionistas. "Lamentavelmente o governo do estado de Mato Grosso é um governo insensível, que conta com apoio da maioria na Assembleia Legislativa, e que, diante dos desmontes, também não demonstra a sensibilidade necessária com o confisco dos aposentados e pensionistas".Valdeir Pereira, Presidente do Sintep-MT, durante manifestação contra o Confisco de 14%
Diante da falta de diálogo com o governo Mauro Mendes e da postura considerada permissiva da Assembleia Legislativa, liderada pelo deputado Eduardo Botelho (União), o Sintep-MT tem buscado maneiras de reverter essa situação. Através de mobilizações e protestos, o sindicato busca não apenas a revogação da alíquota previdenciária de 14% mas também a retomada da política da dobra do poder de compra sobre os salários, defendendo os direitos e a dignidade dos trabalhadores da educação aposentados.

 

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