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Rios do Pantanal seguem com tendência de ter seca severa em 2024

Com onda de calor e chuvas abaixo da média, rios do Pantanal seguem com tendência de seca severa

15/03/2024 - 15:59 | Atualizada em 18/03/2024 - 17:33

Rios do Pantanal seguem com tendência de ter seca severa em 2024

Rio Paraguai em Cáceres (MT)

Foto: Arquivo

Análises do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que a Bacia do Rio Paraguai – que engloba o bioma Pantanal nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – pode enfrentar uma seca severa em 2024.

Além das chuvas abaixo da média, a região, que já registra níveis inferiores ao esperado para o período, é também afetada por uma onda de calor, prevista para durar até sábado (16), segundo projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

O novo Boletim de Monitoramento Hidrológico, divulgado na quinta-feira (14) pelo SGB, mostra que todos os rios estão com níveis abaixo da média histórica, e as projeções não indicam reversão do cenário. “A onda de calor prevista intensifica a evapotranspiração na bacia. Esse processo, combinado com a pouca chuva prevista para a próxima semana, reforça o quadro que estamos sinalizando, de que os rios devem seguir com níveis baixos”, explica o pesquisador em geociências Marcus Suassuna.

Suassuna complementa: “Não há previsão de melhora no Alto Paraguai e em todos os afluentes e, na calha principal, o Rio Paraguai apresenta uma recuperação muito lenta para este período do ano, cerca de 5 cm por semana. Se continuar nesse ritmo, a região chegará ao final do período chuvoso sem uma cheia significativa e sem se recuperar da última vazante. Assim, vamos entrar no período de vazante de 2024 – o que deve acontecer em meados de junho – com baixo volume de água na bacia”.

As estações com série histórica mais longa – Ladário (MS) e Porto Murtinho (MS) – registram cotas de 89 cm e 2,01 m, respectivamente, o que é 1,63 m e 2,05 m abaixo do esperado para este período do ano.

Em Cuiabá (MT), o nível é de 1,38 m – a marca está 2,21 m abaixo da média.

Em Barra do Bugres (MT), a diferença chega a 2,67 m. O nível atual é de 1,07 m, quando o esperado seria de 3,69 m.

No município de Miranda (MS), a cota observada foi de 1,60 m e a média histórica é de 3,67 m.

Em Aquidauana (MS), o Rio Paraguai ficou em 2,06 m, sendo que o esperado é 3,62 m.
 

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