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A remuneração exorbitante dos magistrados no Brasil

04/02/2024 - 08:48 | Atualizada em 04/02/2024 - 09:20

Redação

A remuneração exorbitante dos magistrados no Brasil

Foto: Reprodução

O que chama atenção no país é a remuneração exorbitante a que os magistrados têm direito.  Segundo último relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cada juiz ou desembargador do País custa por mês, em média, R$ 69,8 mil aos tribunais. O valor inclui os pagamentos de remunerações, indenizações, encargos sociais, previdenciários, imposto de renda, despesas com viagens a serviço (passagens aéreas e diárias). O montante equivale a 50 vezes o salário mínimo do país, que é de R$ 1.412, noticiou O Globo..

Tudo ocorreu, após a independência dos Poderes no Brasil, a partir da Constituição de 1988, as carreiras de juiz e promotor, por exemplo, tiveram mais privilégios e benefícios. Enquanto um professor primário ganha R$ 3 mil, um procurador municipal, juiz ou promotor já iniciam no serviço público ganhando mais de R$ 40 mil. Nem um diretor de usina, empresário ou diretor de uma multinacional retiram mensalmente uma quantia dessas.

Por lei, o teto salarial da magistratura, e de servidores públicos em geral, equivale aos vencimentos de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 41.650,92. No entanto, segundo destacado pelo O GLOBO, com informações levantadas do painel estatístico do CNJ, nos últimos três anos, mais de 19 mil juízes de todas as esferas receberam algum “penduricalho” que, na prática, turbinam as remunerações na magistratura, contribuindo para casos recorrentes de supersalários no Judiciário.  Entre janeiro de 2021 e outubro do ano passado, os pagamentos de indenizações retroativas a magistrados somaram R$ 3,4 bilhões.

Enquanto os magistrados estão abarrotados de dinheiro, na outra ponta estão os assalariados que lutam por melhoria de qualidade de vida.

Enquanto o andar de cima e a elite tecnocrática ganharem desse jeito, o equivalente a um carro popular zero quilômetro por mês, e o cidadão comum recebendo apenas um salário mínimo por mês, o Estado, País ou Município não se apruma. (Fontes: O Globo e Estadão)





 

 

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