Terça-feira, 17 de maio de 2022
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"Os outros candidatos estão abraçados com a corrupção", diz Sergio Moro

"Pensar em mais 4 anos com Lula ou Bolsonaro é uma tragédia"

18/01/2022 - 09:04 | Atualizada em 19/01/2022 - 15:16

Redação

Foto: Reprodução

Em entrevista à Rádio Joven Pan na manhã desta terça-feira (18) o presidenciável Sergio Moro disse ser o único pré-candidato que se opõe às anulações de condenações da operação Lava Jato.

"Mensalão e petrolão não foram invenções de Curitiba, ou da imprensa", disse. "A gente precisa resgatar aquele espírito, aquele momento da Lava Jato que, no fundo, é a construção de um país mais justo, é a construção de um país em que ninguém está acima da lei. E esse discurso é o meu discurso, nenhum outro desses pré-candidatos têm esse discurso, porque eles não têm a credibilidade para oferecer isso. Nenhuma dessas decisões do Supremo, o Supremo disse 'o fulano X foi condenado porque era inocente'. Não disse o Supremo que o Lula é inocente. Não disse o Supremo que Eduardo Cunha é inocente. Não disse o Supremo que o Sérgio Cabral é inocente. E a gente sabe a verdade. A gente sabe quem roubou a Petrobras, quem roubou o povo brasileiro, a gente precisa resgatar isso. Ao contrário, a gente sabe que essas decisões de anulação geram aquele sentimento de indignação do brasileiro. O brasileiro quer um governo honesto. pelo amor de Deus, se a gente não tiver gente honesta dentro do governo, a gente não tem como ir pra frente. Se a gente for começar a admitir aquele lema 'rouba, mas faz', se a gente achar que pode chegar em casa e você falar para o seu filho que roubar é certo, que não tem nenhum problema enganar as pessoas, então dá pra aprovar esse desmantelamento da Lava Jato".

"O que a gente acredita é o contrário, a gente acredita que o brasileiro quer um governo honesto que combata a corrupção", disse. "Os outros candidatos estão abraçados com a corrupção".

Moro ainda afirmou que pensar em mais quatro anos com Bolsonaro ou Lula é uma tragédia. "Vamos romper a polarização", insistiu, defendendo a construção de um programa de governo pautado na recuperação da economia, geração de empregos, no diálogo e respeito às instituições.

Ele foi questionado sobre quem indicará ao STF caso seja eleito. "Eu não tenho os nomes, mas tenho o perfil". Destacou que deve ser um magistrado de carreira, um firme compromisso com legalidade, que respeite os direitos humanos e tenha compromisso com o combate à corrupção. 
 

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