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Ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, é preso na Operação Cupincha

28/10/2021 - 07:30 | Atualizada em 28/10/2021 - 11:34

Ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, é preso na Operação Cupincha

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Curare e prendeu na manhã desta quinta-feira (28) o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues. 

Segundo a Polícia Federal, a operação tem o objetivo de realizar diligências investigativas ostensivas, bem como de identificação e de constrição patrimonial, em decorrência de atos de corrupção e lavagem de capitais, envolvendo o desvio de recursos públicos destinados à saúde. 

A operação cumpre mandados em Mato Grosso e no Paraná.

Ao todo, serão cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e nas cidades de Cuiabá/MT e Curitiba/PR, além da efetivação de 03 prisões preventivas e de medidas de sequestro de bens, direitos e valores. Dois mandados de prisão foram cumpridos, sendo um em Cuiabá e um em Curitiba (PR). Um terceiro alvo de mandado de prisão preventiva reside em Cuiabá e encontra-se foragido, segundo informação da Polícia Federal.

Como se apurou na primeira fase da Operação Curare, um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde do Município de Cuiabá/MT e que recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de 100 milhões de reais, manteve-se à frente dos serviços públicos mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde. 

Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos. 

A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando a dissimulação dos eventuais beneficiários. 

Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de Contratos Administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais. 

O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então servidor público e o proprietário do grupo empresarial investigado. 

 
 

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