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Em relatório, delegada da PF afirma que Bolsonaro é ''figura central'' no esquema de fake news

17/08/2021 - 08:47 | Atualizada em 18/08/2021 - 17:01

Da Redação

Em relatório, delegada da PF afirma que Bolsonaro é ''figura central'' no esquema de fake news

Foto: Reprodução/Live 29 de julho

O relatório da delegada da Polícia Federal Denisse Dias Rosas Ribeiro, que pediu à Corregedoria-Geral Eleitoral do TSE a adoção de medidas cautelares contra pessoas, canais e sites que veiculam fake news com ataques ao TSE e às urnas eletrônicas, aponta o presidente Jair Bolsonaro como 'figura central' no esquema.

"[C]onforme os relatórios de polícia judiciária nº 01/21 (anexo I) e nº 02/2021 (anexo II), elaborados com base em fontes abertas, identificou-se referida prática, convergente com o modo de agir aqui descrito, em relação à difusão de supostas fraudes no processo eleitoral com o emprego de urnas eletrônicas, tendo como figura central, neste caso específico, o Exmo. Sr. Presidente da República JAIR MESSIAS BOLSONARO.

No evento citado, identifica-se um processo de dupla sustentação: os canais que repercutem as insinuações ganham com o número de visualizações geradoras da monetização; de outro lado, fortalece-se a narrativa do emissor pela multiplicidade de canais que reiteram a mensagem. Além disso, há os canais que se realimentam mutuamente com difusões de outros canais (ex. lives), ampliando o lucro com a monetização. Quanto mais polêmica e afrontosa às instituições for a mensagem, maior o impacto no número de visualizações e doações, reverberando na quantidade de canais e no alcance do maior número de pessoas, aumentando a polarização e gerando instabilidade por alimentar a suspeição do processo eleitoral, ao mesmo tempo que promove a antecipação da campanha de 2022 por meio das redes sociais".


Para o corregedor-geral do TSE, ministro Luis Felipe Salomão, "esse modus operandi, em que os titulares/proprietários dos perfis, páginas e canais se beneficiam da monetização mediante quantidade maciça de conteúdo atacando a democracia, a princípio pode denotar nova modalidade de uso do poderio econômico para desequilibrar pleitos eleitorais, além do eventual e hipotético enquadramento em outros ilícitos similares que são objeto deste Inquérito". 
 

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