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Ministros retomam julgamento com defesa do empresário Marcos Valério

06/08/2012 - 18:55

Jacqueline Saraiva

Após 30 minutos de intervalo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, passou a palavra ao defensor do empresário Marcos Valério, Marcelo Leonardo. Sócio nas agências DNA Propaganda e SMP&B Comunicação, Valério é acusado de viabilizar o esquema ilícito de desvio de recursos públicos. Além de formação de quadrilha e corrupção ativa, ele pode responde pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, que juntos podem render 45 anos de prisão.

Marcelo Leonardo, que na sexta-feira (3/8) reclamou do tempo que terá para defender o cliente, começou a sustentação citando um texto do ministro Celso de Mello, em que diz que é responsabilidade do Ministério Público provar os crimes. Disse que nenhuma prova foi produzida na fase judicial e que não há provas no processo que indiquem que os nove deputados que receberam dinheiro de Valério participaram das votações. "Partido político não pode ser sujeito ativo para efeito de prática de corrupção".

Na missão de defender o personagem mais emblemático do mensalão, Marcelo Leonardo é firme ao dizer que, se os partidos receberam dinheiro, não houve corrupção ativa de Valério, já que não são funcionários públicos. “Jamais foi feito repasse de dinheiro a parlamentares para compra de votos”.

Ele pediu a absolvição de Marcos Valério pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e peculato que, somadas ao crime de evasão de divisas, podem render até 45 anos de prisão. “As acusações são fruto de criação mental do acusador”. Disse que as agências de publicidade DNA Propaganda e SMP&B Comunicação podiam subcontratar para a prestação de serviços à Câmara, contrariando o que foi dito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "Não há provas de desvio de recursos públicos". Finalizou a sustentação pedindo que seja feita justiça ao cliente. “Ele não é troféu ou personagem a ser sacrificado em altar midiático”.

 

 

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