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Notícias | Legislativo

Deputados sugerem suspender sessão por causa de silêncio de Cachoeira

22/05/2012 - 15:58

Redação

Após mais de uma hora do início da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), o bicheiro Carlinhos Cachoeira continua se recusando a responder as perguntas dos deputados. Por causa disso, os parlamentares cogitam interromper a sessão.

Com o silêncio insistente, o deputado Silvio Costa (PTB/PE) sugeriu aos integrantes da CPMI que não façam mais perguntas ao investigado. Cachoeira recorreu ao direito de permanecer em silêncio para não se incriminar. Disse, no início da sessão, que falará à comissão depois de depor na Justiça, se for novamente convocado. Para Silvio Costa, se os parlamentares fizerem as perguntas agora, a defesa poderá estudar as respostas que serão dadas em uma convocação futura.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) questionou a relação entre o bicheiro e o governador do DF, Agnelo Queiroz. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) perguntou se Cachoeira aceitaria a proposta de delação premiada do Ministério ou da Procuradoria-Geral da República para "passar a vassoura no Congresso e na política dos estados". Em sua fala, Francischini ainda insistiu na convocação dos governadores Agnelo Queiroz, Marconi Perillo (PSDB-GO) e Sergio Cabral (PMDB-RJ).
 

Praticamente todos os parlamentares demonstraram irritação por conta do silêncio e ironias do bicheiro. Nem mesmo a pergunta do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), sobre como era o dia a dia dele na Papuda foi respondida. “Por instruções do meu advogado, eu vou permanecer calado”.

A comissão começou por volta das 14h desta terça. Orientado por seus advogados, Cachoeira informou que não falará nada, antes de depor perante a Justiça.

Expectativa

Cachoeira também foi arrolado como testemunha de defesa de Demóstenes Torres e deve falar na quarta-feira (22/5). Para o advogado de Torres, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, o possível silêncio de Cachoeira amanhã vai fazer falta. "Ele optou por não falar. Não sei se tomará a mesma decisão amanhã. Obviamente que a defesa tinha expectativa de ouví-lo. Se nós o arrolamos é porque queríamos ouví-lo", diz o advogado.
 

 

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