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Interceptação revela que Demóstenes teve que demitir 'fantasmas'

19/05/2012 - 11:37

Camarotti

Numa conversa inédita interceptada pela Polícia Federal, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) informa ao contraventor Carlinhos Cachoeira que precisaria demitir dois funcionários porque estariam “procurando servidores fantasmas”.

O telefonema aconteceu no dia 22 de junho de 2009, às 15h32. A Polícia Federal identifica que um dos funcionários que seria demitido seria a servidora de nome Quênia. Ele estava exonerando servidores do seu gabinete contratados a pedido do próprio contraventor. Na conversa, ele deu explicações dos motivos da demissão ao bicheiro.

No diálogo, o senador diz que as demissões serão necessárias por causa de uma “caça às bruxas” para checar possíveis irregularidades nos gabinetes. Depois diz para Cachoeira que dará um jeito de voltar com eles.

No “Diário Oficial”, do dia 16 de junho daquele ano, Demóstenes já havia demitido três funcionários.

Confira os detalhes do diálogo (na transcrição da Polícia Federal, “CA” é Carlinhos Cachoeira e “DE”, Demóstenes Torres).

CA – Fala Doutor.

DE – Fala Professor. Ó, é o seguinte: tem uma notícia ruim aí. Tõ…tem que demitir aqui é… a… QUÊNIA e o… outro rapaz lá que… tão aqui no…nos gabinetes procurando servidores fantasmas, você entendeu ? Então, pra evitar problema, no futuro a gente volta a resolver isso aí, falou ?

CA – Tá bom.

DE – Caça as bruxas aqui. Mas daqui a uns dois, três meses a coisa aquieta e a gente retoma, falou ?

CA – Ok, Doutor.

 

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