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Cine Teatro Cuiabá comemora 70 Anos

19/05/2012 - 08:15

Divulgação

Durante 70 anos, o Cine Teatro marcou início e fim de muitas histórias de amor, desavenças, superstições e sonhos, que ainda coabitam entre as paredes da casa. Os espetáculos cênicos e cinematográficos, além de inebriar os sentidos, também eram pretextos para encontros e namoricos nas longas matinês de domingo. Do auge ao fechamento, dos anos parado à reforma, construiu-se um imaginário repleto de boatos, lembranças e arte.

Para celebrar esta data, na próxima quarta-feira, 23 de maio, às 21h, o Cine Teatro Cuiabá realiza uma noite especial com o lançamento do Selo Comemorativo aos 70 Anos e o concerto da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso. A programação de aniversário ainda inclui a exposição audiovisual “Uma Janela de Sonhos” que está aberta a visitação no Salão Artístico do Cine Teatro e a palestra "História das Artes Plásticas em Mato Grosso: arte pré-histórica, período colonial e contemporâneo" que será ministrada pela crítica de arte Aline Figueiredo, no dia 25 de maio, às 20h. Todas as atividades são gratuitas. A realização é uma parceria entre o Instituto Matogrossense de Desenvolvimento Humano (IMTDH) e a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC).

O Cine Teatro Cuiabá

Com arquitetura art déco, o Cine Teatro Cuiabá foi inaugurado em 23 de maio de 1942, com a estreia nacional do filme da Warner Bros “A Noiva Caiu do Céu”, com Bette Davis. Nas lembranças e descrições dos que compareceram ao singular momento, encontramos sempre a curiosidade e ansiedade frente à novidade daquela noite: pela primeira vez era exibido um filme sonoro em Cuiabá.

Durante décadas a casa permaneceu como centro das atividades culturais e artísticas exibindo produções cinematográficas e também como palco para espetáculos artísticos. Mas a bela história também traz traços tristes com a interdição do espaço em 1996 e os doze anos em que a casa permaneceu fechada. O tempo em desuso e a demora por consertos trouxeram danos às instalações e também fizeram se multiplicar as histórias e mitos sobre o lugar. Uma reforma lenta e repleta de interrupções fez reparos substanciais que mantiveram as características arquitetônicas da época de sua construção. É só em 21 de maio de 2009 que o Governo do Estado de Mato Grosso reinaugura o Cine Teatro com uma grande cerimônia e dois meses de programação gratuita que incluía espetáculos de teatro, dança e música.

A partir de outubro do mesmo ano, a casa passa a ter gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC) e o Instituto Matogrossense de Desenvolvimento Humano (IMTDH). Até hoje, são dois anos e meio de programações com mais de 200 realizações diferentes que incluem espetáculos de diferentes linguagens artísticas, capacitações e eventos culturais que promovem a reflexão e a difusão do conhecimento da arte, da educação e da cultura.

A exposição audiovisual

Na busca por revelar um pouco das histórias e da atmosfera de seus primeiros anos, a exposição audiovisual “Uma Janela de Sonhos”, com acervo e curadoria do historiador e ex-projecionista, Aníbal Alencastro, traz projetores, câmeras domésticas, gramofones, fotos, documentos, mobiliário e posters de filmes da época.

A exposição também conta a exibição de filmes curta metragens que movimentaram as primeiras décadas da casa como ‘As Aventuras de Rim Tim Tim’ (PB, sonoro), ‘Um Verdadeiro Xerife’ (PB, sonoro) e ‘Pantanal Sangrento’ (Colorido, mudo). As três películas são rodadas em um dos projetores que fazem parte do acervo da exposição: projeto bitola de 16mm, sonoro, fabricado pela IEC, no Rio Grande do Sul, na década de 50.

Dentre os documentos expostos está um exemplar das cartelas de filmes que eram disponibilizados para compra. “Estas cartelas tinham todas as opções de filmes que poderiam ser adquiridas pelo teatro. Normalmente os filmes chegavam aqui um ou dois anos depois de estrearem em grandes cidades. A exceção é ‘A Noiva Caiu do Céu’ que teve sua estreia nacional em Cuiabá. Era de praxe na época exibir filmes inéditos nas inaugurações dos cines teatros”, lembra Aníbal Alencastro.

Outra peça é um gramophone, de 1877, muito utilizado nos tempos de cinema mudo. O equipamento era colocado ao lado das telas para dar sonoridade aos filmes quando não era possível a contratação de uma orquestra. “Em Cuiabá, no antigo Cine Parisien, a opção de cinema antes do Cine Teatro, nós encontramos registros da presença de uma orquestra composta por Eugênio Honório Sigmaringo, Zulmira Canavarros, Zé Agnelo, Dunga Rodrigues, dentre outros, que executava canções ao pé da tela”, descreve o historiador.

Além dos primeiros bancos utilizados no Cine Teatro, os visitantes poderão conhecer vários cartazes originais de filmes como ‘O Desafio dos Gladiadores’, ‘Django Atira Primeiro’, Vivendo Perigosamente’, ‘Joe Dakota’, ‘Um Gigante Contra o Nazismo’ e ‘Sua Lei Era Vingança’.

O acervo fica exposto até 31 de maio, no Salão Artístico do Cine Teatro Cuiabá. A entrada é gratuita com visitação de terça a sexta-feira, das 14h às 18h. Já a exibição das películas acontece de terça a quinta-feira, em dois horários: 15h15 e 16h45. Como a atividade utilizará o mesmo espaço da exposição, a disponibilidade é de apenas 40 lugares, com um filme por sessão.


Serviço


70 Anos do Cine Teatro Cuiabá
Concerto com Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso
Lançamento do Selo Comemorativo
23 de maio, quarta-feira, às 21h
Retirada de ingressos na bilheteria do CTC a partir das 14h
Programação gratuita com ingressos limitados
www.cineteatrocuiaba.com.br

 

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