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Ministério da Saúde pressiona prefeitura de Manaus a distribuir o ''kit covid''

Medicamentos não têm eficácia comprovada, mas estão sendo empurrados pelo MS

12/01/2021 - 10:31 | Atualizada em 13/01/2021 - 12:07

Da Redação

Ministério da Saúde pressiona prefeitura de Manaus a distribuir o ''kit covid''

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo a Folha de São Paulo, o Ministério da Saúde, sob comando do general Eduardo Pazuello, está pressionando a Prefeitura de Manaus a distribuir medicamentos sem eficácia comprovada aos pacientes com covid-19. 

Segundo o jornal, o Ministério da Saúde encaminhou um documento à Secretaria Municipal de Saúde pedidndo autorização para fazer uma ronda nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para incentivar o uso da cloroquina e ivermectina.

"A pasta do ministro Eduardo pazuello pediu autorização para fazer uma ronda nas Unidades Básicas de Saúde para encorajar o uso das medicações. A alternativa, não utilizá-las, é tratada como 'inadmissível' em documento enviado para a secretaria municipal de Saúde de Manaus".



Todas as pesquisas realizadas sobre o uso de cloroquina confirmaram que o medicamento não reduz a carga a viral, nem os sintomas da covid-19. O presidente Bolsonaro e o ministro Pazuello, que é general e não médico, equiparam-se a 'curandeiros' ao insistir no uso de substâncias não comprovadas cientificamente. 

O Curandeirismo é crime constituído no Capítulo III – Dos Crimes Contra a Saúde Pública, no Título VIII – Dos Crimes Contra a Incolumidade Pública, posterior aos crimes de Exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica (Art. 282) e de Charlatanismo (Art. 283).

Curandeirismo consiste na atividade de quem se dedica a curar sem habilitação ou título legal.

CP. Art. 284. “Exercer o curandeirismo:

I – prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;

II – usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;

III – fazendo diagnósticos:

Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.

Parágrafo único. Se o crime é praticado mediante remuneração, o agente fica também sujeita à multa.”
 

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