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"Se ela não é mais servidora, então, estava lá a mando do primo”, diz Abilio

21/11/2020 - 18:23 | Atualizada em 22/11/2020 - 19:36

Cícero Henrique

Foto: Print de tela

Cuiabá - O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) respondeu por meio de nota a denúncia de Abilio Jr de suposto crime eleitoral cometido por Miriam Pinheiro. Segundo Emanuel Pinheiro, ela foi exonerada em agosto para concorrer a vereadora em Várzea Grande.

O prefeito afirmou que "cabe exclusivamente à ela responder por seus atos e que jamais coadunará com medidas que transgridam os princípios éticos da gestão publica e da democracia".

Ao tomar conhecimento da resposta, Abilio Jr questionou: “Se a prima de Emanuel Pinheiro foi exonerada, de fato, em agosto o que ela estava fazendo dentro da Secretaria de Saúde dando ordens expressas e coagindo servidores públicos a votarem no prefeito sob pena de perderem seus cargos? Se ela não é mais servidora, então, estava lá a mando do primo”, disse Abílio.

Gravíssimo: Abílio denuncia crime eleitoral na Secretaria de Saúde de Cuiabá

Na tarde deste sábado Abilio Jr e Felipe Wellaton denunciaram em uma live o suposto crime de abuso de poder cometido por Miriam Pinheiro e comunicaram a abertura de Ação de Investigação Eleitoral por abuso de poder. Eles apresentaram um áudio em que Miriam convoca as servidoras para saírem às ruas para pedir voto para Emanuel, sob pens de ficarem sem emprego se "aquele lá ganhar".

Além da prima de Emanuel Pinheiro, o coordenador técnico da Secretaria de Saúde, Gilson Guimarães, afirmou que as redes sociais dos servidores estão sendo todas monitoradas. “Qual o primeiro passo, todos aqueles que estão com o Emanuel, todos aqueles que estão nessa caminhada, vai fazer o monitoramento da rede de quem está tá! Vai trocar já a imagem”, ordenou Gilson.

A Lei das Eleições veda a utilização da máquina pública em benefício de candidatos, conforme o rol de condutas vedadas a agentes públicos do art. 73 da Lei 9.504/97. Além disso, a Polícia Federal e Ministério Público devem investigar os crimes de coação e ameaça aos servidores públicos e compra de voto mediante oferta de benefícios ao eleitor, como cargos na administração pública.

No 1º turno Abílio teve 33,72% dos votos válidos e Emanuel conquistou 30,64% do eleitorado.


 
 

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