
26/05/2026 - 15:22 | Atualizada: 27/05/2026 - 12:53
A tribuna da Câmara de Cuiabá virou palco de duras cobranças nesta segunda-feira (26), quando o vereador Dídimo Vovô(PSB) disparou críticas contundentes contra a gestão do prefeito Abilio Brunini, ao expor o silêncio da Prefeitura diante dos impactos provocados pelas obras do BRT na Capital. Em um discurso inflamado, o parlamentar afirmou que enquanto Cuiabá enfrenta congestionamentos, transtornos diários e comerciantes amargando prejuízos, o prefeito permanece “caladinho”, sem apresentar respostas à população e sem assumir protagonismo diante de uma das maiores intervenções urbanas da cidade. Para Dídimo, a omissão do chefe do Executivo diante do colapso no trânsito e da insatisfação crescente dos cuiabanos evidencia uma gestão desconectada da realidade.
O vereador ainda destacou que a situação do BRT é reflexo de uma administração sem comando. Com apenas 40% da obra concluída, o modal segue arrastando a rotina da cidade e aumentando a revolta popular. “A cidade está um caos de ponta a ponta, e o prefeito não fala o que a Prefeitura pode fazer, não apresenta solução, não cobra e fica quietinho, calado, como um cordeirinho”, criticou da tribuna. A fala expôs o desgaste político de Abilio em um tema sensível e reforçou a percepção de que a Prefeitura tem assistido passivamente ao agravamento da crise urbana causada pelas obras inacabadas.
Dídimo também apontou falhas graves na condução do Contorno Leste, considerada a maior obra estruturante de Cuiabá, com investimento de R$ 125 milhões. O projeto, que prevê 17 quilômetros de extensão, beneficiando mais de 50 bairros e cerca de 250 mil pessoas, enfrenta lentidão e paralisações. Segundo o parlamentar, mesmo com recursos disponíveis em caixa para emissão das autorizações necessárias, a gestão municipal não consegue avançar no lote 1, que segue “a passos de tartaruga”, enquanto o lote 2 permanece paralisado. Para o vereador, a incapacidade administrativa de tirar do papel uma obra dessa dimensão revela um retrato preocupante da condução do Palácio Alencastro: dinheiro disponível, demandas urgentes e uma cidade inteira esperando por decisões que simplesmente não saem.