
15/02/2013 - 07:36
Carregar a bandeira da moralidade absoluta não é para qualquer um. O último que tentou fazer desse estandarte seu abre alas de apresentação perdeu a filiação partidária, o mandato de senador e não pode passear por um shopping center de grande cidade sem o risco de ser escorraçado: Demóstenes Torres, ex-DEM-GO, flagrado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, como principal braço político do contraventor Carlinhos Cachoeira.
Neste momento, uma dúvida assalta gabinetes bem aparelhados da política em Brasília. Será o senador de primeiro mandato Pedro Taques, do PDT do Mato Grosso, uma versão 2013 adaptada do modelo Demóstenes de fazer política até 2012?
A interrogação, em que pese a indignação ou euforia que possa causar, faz sentido. Igualmente, como Demóstenes, procurador da República antes de eleger-se senador, em 2010, Taques deve uma série de explicações sobre seu passado no cargo. Ele foi apontado pelo jornalista José Marcondes, de Cuiabá, como tendo desempenhado sua função em forte sintonia com o grupo que, ao ser parcialmente desbaratado, a Polícia Federal chamou de ‘máfia dos combustíveis’ no inquérito da Operação Tentáculos. Iniciada em 2001, essa ação policial causou a prisão de pelo menos oito pessoas em Mato Grosso.