Empresa investigada no DF firmou contrato até com a Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11/2) a Operação Dissímulo, com o apoio da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal do Brasil, para desarticular um grupo criminoso voltado à prática de fraudes em licitações na área de terceirização.
Estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal.
As investigações, que tiveram início em abril de 2024, indicam que empresas com vínculos societários, familiares e trabalhistas teriam se associado para a prática de fraudes em licitações. Os investigados teriam utilizado falsa declaração de dados perante a administração pública para obter benefícios fiscais, garantindo assim vantagem indevida frente a outros concorrentes.
Também foi identificado que o grupo utilizava “laranjas” como sócios das empresas para ocultar os verdadeiros proprietários.
O grupo investigado possui dezenas de contratos vigentes com a Administração Pública, incluindo um contrato com a própria Polícia Federal, alvo desta investigação.
Com a deflagração da operação, a PF está adotando as medidas necessárias para evitar prejuízos à continuidade dos serviços prestados.
Os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, uso de documentos falso, falsidade ideológica e estelionato contra a administração pública.
Segundo a PF, a empresa R7 Facilities venceu uma concorrência recente, de R$ 321 milhões, para prestar serviços gerais ao governo federal. Ela realizava serviços de manutenção na Penitenciária de Mossoró (RN), onde houve uma fuga no início de 2024.
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