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12/02/2024 - 07:27 | Atualizada: 13/02/2024 - 10:47

CORONEL BERNARDO ROMÃO ESTÁ SOB CUSTÓDIA DO EXÉRCITO

O coronel Bernardo Romão Correa Neto, integrante dos Kids Pretos, teve mantida a prisão na audiência de custódia realizada no domingo (11). Ele foi preso pela Polícia Federal ao desembarcar no Brasil e está detido no Batalhão da Guarda Presidencial no DF. 

Ele deveria ter sido preso na última quinta-feira, quando foi deflagrada a Operação Tempus Veritati. O coronel participou de uma reunião no dia 28 de dezembro de 2022, que discutiu a participação do grupamento Kids Pretos em um golpe de Estado.

“O Coronel do Exército Bernardo Romão Correa Neto — à época Assistente do Comandante Militar do Sul — teve participação a tiva na organização de uma reunião no dia 28.11.2022, às 19 horas, na cidade de Brasília com a presença dos oficiais, com formação em forças especiais, assistentes dos Generais supostamente aliados na execução do golpe. Os diálogos encontrados no celular de Mauro Cid demonstram que Correa Neto intermediou o convite para reunião e selecionou apenas os militares formados no curso de Forças Especiais (Kids Pretos), o que demonstra planejamento minucioso para utilizar, contra o próprio Estado brasileiro, as técnicas militares para consumação do Golpe de Estado", aponta a PGR, em documento enviado ao Supremo.

"No mesmo dia, às 20h02min, Correa Neto envia a Mauro Cid uma minuta intitulada 'CARTA AO COMANDANTE DO EXÉRCITO DE OFICIAIS SUPERIORES DA ATIVA DO EXÉRCITO BRASILEIRO', documento provavelmente discutido na referida reunião utilizado como instrumento de pressão ao então Comandante do Exército General Freire Gomes. Logo após a reunião, o blogueiro Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho divulgou no programa Pingo nos Is, às 21h30, os nomes dos Comandantes Regionais do Exército que ainda estariam indecisos em aderir ao plano golpista. Os diálogos com MAURO CID revelaram também que Correa Neto sabia hora antes o nome exato dos Comandantes que seriam expostos pelo blogueiro, o que demonstra uma ação coordenada dos investigados em expor e pressionar os militares que não topassem aderir aos planos golpistas. Após o envio da carta, Mauro Cod pede a Correa Neto que mande as observações, ao que o mesmo responde: 'Porra irmão. Apaguei essa parada'; 'Não combinamos de
apagar?' Os diálogos sugerem, portanto, que os investigados tinham consciência da ilicitude das condutas praticadas e buscavam suprimir provas que pudessem incriminá-los, em ação típica de organização criminosa", completa a PGR.

O Kids Pretos reúme 2,5 mil militares em suas fileiras para realização de operações especiais.
 
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