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Governadores da Amazônia Legal destinam só 1,3% dos orçamentos à agenda climática

MATO GROSSO

02/10/2026 - 18:40 | Atualizada em 03/10/2026 - 10:14

Cícero Henrique

Governadores da Amazônia Legal destinam só 1,3% dos orçamentos à agenda climática

Foto: Reprodução

Os candidatos a governador que buscam permanecer à frente dos estados da Amazônia Legal destinaram, em média, 1,3% do orçamento total a despesas relacionadas à agenda climática desde o início dos atuais governos, em 2023. O levantamento considera Mailza Assis Cameli (PP), no Acre; Clécio Luís (União), no Amapá; Roberto Cidade (União), no Amazonas; Otaviano Pivetta (Republicanos), em Mato Grosso; e Hana Ghassan (MDB), que representa a continuidade da gestão de Helder Barbalho no Pará.

Os cinco chegaram ao comando dos respectivos estados por trajetórias distintas. Alguns foram eleitos em 2022 e agora disputam a reeleição, enquanto outros assumiram o governo durante o mandato e concorrem para permanecer no cargo. Somados, os governos analisados destinaram R$ 6,4 bilhões a programas relacionados à agenda climática desde o início do período considerado, diante de R$ 475 bilhões em despesas não relacionadas ao tema.

Entre os estados analisados, o Acre apresentou a maior proporção de recursos destinados à agenda climática. Foram R$ 1 bilhão, o equivalente a 2,6% de um orçamento total de R$ 38 bilhões. No extremo oposto, o Amapá registrou a menor participação proporcional, com R$ 210 milhões destinados à área, correspondentes a 0,6% dos R$ 36 bilhões empenhados pelo estado no período.

Os dados referentes aos anos de 2023 a 2025 foram obtidos pela InfoAmazonia por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). Para 2026, as informações foram extraídas dos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária (RREOs) dos estados e são parciais, considerando os valores empenhados até o terceiro bimestre.

Dentro dos investimentos relacionados à área ambiental, os governos estaduais concentraram recursos em diferentes setores e em proporções distintas. No Acre, a maior parcela foi destinada à Defesa Civil, responsável principalmente pela prevenção e resposta a desastres e eventos extremos. O estado também apresentou a maior participação proporcional entre os cinco analisados nesse segmento, com quase R$ 440 milhões destinados no período. Desse montante, R$ 84 milhões foram empenhados em 2026, valor que corresponde a 42% de toda a verba destinada à agenda climática.

https://oeco.org.br/externo/so-1-do-orcamento-foi-destinado-ao-clima-por-candidatos-a-governador-que-buscam-permanecer-no-poder-na-amazonia/


 

 

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