01/10/2026 - 17:18 | Atualizada em 02/10/2026 - 09:43
Redação
A Polícia Federal realizou, entre quarta-feira (30 de setembro) e quinta-feira (1º de outubro), operações e diligências de combate a possíveis crimes eleitorais em cinco estados brasileiros. As ações resultaram na apreensão de mais de R$ 3 milhões em dinheiro, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, afastamento cautelar de servidoras públicas e bloqueio de bens e valores.
As investigações apuram suspeitas de compra de votos, corrupção eleitoral, coação de eleitores e utilização irregular de recursos para favorecer candidaturas nas Eleições 2026.
Confira os detalhes das ações em cada estado:
Em Mossoró, a Polícia Federal apreendeu R$ 400 mil em espécie na tarde desta quinta-feira (1º). A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo a PF, a apreensão ocorreu após informações sobre uma movimentação financeira suspeita. As diligências apontaram que o dinheiro havia sido sacado por uma pessoa diretamente vinculada a um candidato a cargo eletivo.
Além da quantia, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão submetidos à análise. A investigação busca esclarecer se os recursos seriam utilizados ilegalmente para favorecer uma campanha eleitoral.
No Amapá, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e medidas de afastamento cautelar de servidoras públicas. A ação foi realizada no âmbito de uma investigação conduzida em conjunto com o Ministério Público Eleitoral.
Em um dos imóveis alvo das buscas — residência de uma candidata a deputada estadual localizada em um condomínio na Zona Oeste de Macapá — os agentes apreenderam mais de R$ 1,8 milhão em espécie, além de valores em dólares e euros.
A investigação apura suspeitas de uso irregular de um programa social para fins eleitorais, compra de votos e coação eleitoral. Também foram apreendidos dispositivos eletrônicos, e as medidas judiciais autorizam o acesso a dados armazenados em serviços de computação em nuvem.
Em Corumbá, na quarta-feira (30), uma mulher foi conduzida à Delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimentos em uma investigação sobre possível compra de votos.
A ação começou após informações sobre locais que poderiam estar sendo utilizados para a entrega de dinheiro em espécie a eleitores.
Durante as diligências, foram apreendidos R$ 1.700 e materiais de propaganda eleitoral, incluindo santinhos de candidatura. O caso segue sob investigação.
Em Picos, três homens foram presos em flagrante nesta quinta-feira (1º), durante uma abordagem nas proximidades de uma agência bancária. Com eles, foram encontrados aproximadamente R$ 750 mil em espécie.
Os presos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal no município. A investigação busca esclarecer a origem e a destinação do dinheiro, identificar possíveis envolvidos e apurar as circunstâncias do caso.
Em Roraima, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (1º) a Operação Lemming, para aprofundar uma investigação sobre possíveis crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa.
A operação é um desdobramento de uma prisão em flagrante anterior, durante a qual foram apreendidos documentos posteriormente analisados pelos investigadores.
Por determinação da Justiça Eleitoral, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Também foram impostas medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre investigados, restrições a saques em dinheiro e o bloqueio de bens e valores de até R$ 4.228.100.
As medidas buscam preservar provas, evitar interferências nas investigações e impedir a continuidade de possíveis práticas criminosas.
|
Estado |
Operação ou ação |
Valor |
|---|---|---|
|
Rio Grande do Norte |
Apreensão em Mossoró |
R$ 400.000 |
|
Amapá |
Buscas e afastamento de servidoras |
Mais de R$ 1.800.000 |
|
Mato Grosso do Sul |
Diligência em Corumbá |
R$ 1.700 |
|
Piauí |
Prisão em flagrante em Picos |
Aproximadamente R$ 750.000 |
|
Roraima |
Operação Lemming |
Bloqueio de até R$ 4.228.100 |
Total em dinheiro apreendido: mais de R$ 3 milhões, considerando os valores em reais informados nos quatro primeiros estados. O montante não inclui as quantias em moedas estrangeiras apreendidas no Amapá.
Em Roraima, o valor de R$ 4,2 milhões corresponde a um bloqueio patrimonial determinado pela Justiça, e não a dinheiro apreendido. Por isso, não está incluído no total de valores em espécie.
As investigações continuam em andamento. A Polícia Federal busca esclarecer os fatos e determinar a eventual responsabilidade dos envolvidos. As suspeitas e medidas cautelares não representam, por si só, comprovação de culpa.
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