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Racha no TCE-MT: Sessão do Pleno vira arena de bate-boca entre conselheiros

30/09/2026 - 07:51 | Atualizada em 30/09/2026 - 08:16

Redação

Racha no TCE-MT: Sessão do Pleno vira arena de bate-boca entre conselheiros

Foto: Reprodução

 A sessão ordinária do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) desta terça-feira (29) foi marcada por um intenso bate-boca e troca de acusações entre os conselheiros, expondo uma profunda crise institucional na corte. O estopim do conflito foi a destituição unilateral do conselheiro Waldir Teis do comando da Escola Superior de Contas, decidida pelo presidente do tribunal, Sérgio Ricardo.

O clima esquentou logo na abertura dos trabalhos, quando o conselheiro Antonio Joaquim leu uma nota de desagravo assinada também por Guilherme Maluf e Alisson Alencar. O manifesto justificou o boicote coletivo que esvaziou a sessão da semana anterior (22) como um protesto legítimo contra a decisão da presidência, classificada pelo grupo como uma afronta à independência dos julgadores. Em resposta, os conselheiros dissidentes protocolaram uma proposta de emenda ao regimento interno para que cargos de direção passem a ser preenchidos por eleição, retirando o poder centralizado do presidente.



A reação de Sérgio Ricardo deu início a uma ríspida discussão no plenário. O presidente acusou o bloco de "dar um tiro no pé" e desrespeitar prefeitos e cidadãos que haviam se deslocado ao tribunal no dia da sessão cancelada por falta de quórum. A discussão escalou para o campo pessoal, com Sérgio Ricardo e Antonio Joaquim trocando gritos e acusações mútuas de "mentiroso". Houve ainda um embate sobre a devolução de verbas: enquanto Antonio Joaquim pediu o desconto salarial dos dias parados dos faltosos, o presidente rebateu exigindo que o grupo pagasse, do próprio bolso, as diárias dos gestores públicos prejudicados pelo cancelamento.

Após o ápice da tensão, o conselheiro Waldir Teis discursou pedindo pacificação e sugerindo que todos dessem "um passo atrás" para preservar a imagem da instituição. O tom conciliador foi aceito por Sérgio Ricardo, que encerrou o episódio nomeando Teis informalmente como o "embaixador da paz" da corte, embora as divergências regimentais e políticas continuem dividindo o tribunal.
 

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