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DINHEIRO VIVO DISPARA NA RETA FINAL E MERCADO PARALELO COBRA ÁGIO DE 10% NAS CAMPANHAS

ENCARECENDO OPERAÇÕES

26/09/2026 - 11:58 | Atualizada em 26/09/2026 - 12:52

Cícero Henrique

DINHEIRO VIVO DISPARA NA RETA FINAL E MERCADO PARALELO COBRA ÁGIO DE 10%  NAS CAMPANHAS

Foto: Reprodução

O mercado paralelo de dinheiro em espécie enfrenta uma forte pressão às vésperas do primeiro turno. Nesta semana, operadores financeiros ligados a campanhas eleitorais encontraram dificuldades para negociar papel-moeda, enquanto empresas do varejo que ainda movimentam grandes volumes de dinheiro vivo como negócios de cigarros, gás, transporte coletivo e supermercados passaram a cobrar ágio de 10% nas operações de troca, noticiou hoje o portal Agenda do Poder.

Segundo o portal, a escassez também elevou o custo para campanhas que buscam reforçar o caixa na reta final. Em um dos casos, a campanha de um candidato desembolsou R$ 200 mil para obter R$ 2 milhões em dinheiro vivo, evidenciando o custo elevado para acessar recursos em espécie no mercado secundário.

O cenário é atribuído ao rigor do controle exercido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que vem atuando em sintonia com a Polícia Federal. A fiscalização tem aumentado o receio entre operadores de campanha de realizar saques elevados diretamente em agências bancárias, reduzindo uma das alternativas para obtenção de dinheiro em espécie.

Com a dificuldade de movimentação direta no sistema bancário, resta aos operadores recorrer ao mercado secundário, onde a oferta de papel-moeda está mais restrita e os custos dispararam. Às vésperas do primeiro turno, a combinação entre maior controle financeiro e escassez de dinheiro vivo deixou esse mercado ainda mais inflacionado.

 

 

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