08/09/2026 - 17:24 | Atualizada em 08/09/2026 - 17:57
Cícero Henrique
A gestão de Abilio Brunini (PL) sofreu mais uma forte ofensiva política nesta terça-feira (8), durante a sessão matutina da Câmara de Vereadores de Cuiabá. O vereador Dídimo Vovô (PSB) voltou a atacar duramente a administração municipal e colocou a região Sul no centro do debate. Em tom de cobrança, o parlamentar afirmou que os moradores do Setor Sul não deveriam votar em Samantha, esposa do prefeito e candidata a deputada estadual, diante do que classificou como desprezo da gestão pela região.
O argumento apresentado por Dídimo é direto e atinge um dos pontos mais sensíveis da administração pública: o abastecimento de água. Segundo o vereador, cerca de 10 mil famílias estão sem água na região Sul. Para ele, esse cenário seria uma demonstração do abandono político e administrativo daquela população. A crítica coloca Abilio diante de uma questão difícil de ser ignorada: como pedir apoio eleitoral em uma região que, segundo o parlamentar, estaria sendo deixada de lado pela Prefeitura?
Dídimo Vovô foi além e afirmou que Abilio Brunini seria contra o crescimento da região Sul. A declaração transforma a discussão em uma cobrança política ainda mais pesada, porque envolve não apenas problemas enfrentados pelos moradores, mas também a percepção de que a própria expansão daquela parte de Cuiabá não estaria recebendo o devido respaldo da administração municipal. Foi nesse contexto que o vereador lançou uma pergunta que resume o confronto: “Será que o prefeito terá coragem de pedir votos lá?”.
A crítica atinge diretamente o projeto eleitoral da família Brunini. Samantha está na disputa por uma vaga de deputada estadual e, diante da declaração feita na tribuna, a região Sul aparece como um possível território de forte cobrança política ao grupo do prefeito. Se, como sustenta Dídimo Vovô, milhares de famílias estão sem água e a região é desprezada pela gestão, o pedido de votos poderá enfrentar justamente o peso da insatisfação apontada pelo vereador. O desafio lançado nesta terça-feira é explícito: antes de pedir votos, o prefeito terá de encarar a cobrança dos moradores que, segundo seu crítico, estariam sendo esquecidos pela administração.
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