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Operação Basalto mira facção suspeita de extorquir mais de 50 comerciantes em MT

08/09/2026 - 11:07 | Atualizada em 08/09/2026 - 15:24

Redação

Operação Basalto mira facção suspeita de extorquir mais de 50 comerciantes em MT

Foto: Divulgação/PJC

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (8), uma grande operação contra uma facção criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

Batizada de Operação Basalto, a ação cumpre 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo unidades prisionais.

Mais de 50 comerciantes na mira da facção

Um dos pontos que mais chamaram a atenção dos investigadores foi a descoberta de documentos que relacionam mais de 50 estabelecimentos comerciais de Pedra Preta.

Segundo a investigação, comerciantes seriam obrigados a fazer pagamentos periódicos à facção sob ameaça de represálias.

Planilhas, listas de estabelecimentos, conversas e comprovantes de transferências bancárias estão entre os materiais usados como elementos de prova.



Ordens partiam de dentro de presídios

A investigação também aponta que parte da estrutura criminosa era comandada de dentro de unidades prisionais, com o uso clandestino de celulares.

Segundo a Polícia Civil, integrantes utilizavam grupos de comunicação para distribuir drogas, controlar o dinheiro, prestar contas e transmitir orientações aos demais membros.

Dinheiro teria sido movimentado por terceiros

A polícia identificou ainda o uso de contas bancárias de terceiros e de uma empresa para receber e movimentar valores supostamente ligados ao tráfico e às extorsões.

A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros de três investigados e de uma pessoa jurídica, além da suspensão das atividades de uma empresa suspeita de auxiliar na movimentação dos recursos.



Investigação começou em 2025

A apuração teve início após uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, em fevereiro de 2025, em Pedra Preta.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu mensagens, áudios, imagens, transferências bancárias e planilhas que teriam permitido identificar a estrutura e a divisão de funções dentro do grupo.

O material apreendido nesta terça-feira será analisado. A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes.
 

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