03/09/2026 - 20:02
Redação
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) teriam sido pagos como propina em um acordo para manter o Credcesta, cartão de crédito consignado ligado ao Banco Master, no governo de São Paulo.
Segundo reportagem do UOL, os valores foram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Do total, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de reeleição de Bolsonaro e R$ 2 milhões à candidatura de Tarcísio ao governo paulista.
Na proposta de delação, Vorcaro classificou os pagamentos como “contrapartidas financeiras” de um suposto “ajuste indevido” com Gilberto Kassab, então secretário de Tarcísio, para garantir a permanência do Credcesta no governo estadual.
O acordo, segundo o relato, também previa o pagamento de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo, além de cerca de R$ 10 milhões em dinheiro vivo que seriam destinados a campanhas de partidos ligados ao grupo político de Kassab.
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