A decisão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de suspender o pagamento do adicional de insalubridade para 1.785 servidores da Saúde provocou reação imediata na Câmara Municipal.
Na manhã desta terça-feira (1º), a vereadora Katiuscia Mantelli (Podemos) subiu à tribuna para criticar a medida e cobrar do prefeito coerência entre o discurso adotado durante a campanha eleitoral e as ações de sua administração.
A suspensão do benefício foi publicada na edição da última segunda-feira (31) da Gazeta Municipal e atinge servidores que atuam na rede pública de Saúde.
Durante o pronunciamento, Katiuscia adotou uma estratégia política direta: exibiu um vídeo de Abilio Brunini durante a campanha eleitoral no qual o então candidato defendia o pagamento da insalubridade aos servidores e apresentava a valorização do funcionalismo como uma de suas bandeiras.
No vídeo, Abilio também mencionava a necessidade de valorização dos trabalhadores por meio do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
Ao recuperar a declaração, a vereadora colocou em xeque o compromisso assumido pelo prefeito com os servidores públicos e questionou a mudança de postura da atual administração.
MAIS UM VÍDEO DE ABÍLIO DURANTE A
CAMPANHA ELEITORAL
Contradição na mira da oposição
A crítica de Katiuscia ocorre em um momento em que o Executivo municipal enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas sem ampliar o desgaste com categorias do funcionalismo.
Para a vereadora, o corte do adicional representa justamente o oposto da valorização defendida por Abilio durante a campanha. A parlamentar utilizou o vídeo como forma de confrontar a atual decisão da Prefeitura com uma promessa feita publicamente pelo prefeito antes de assumir o cargo.
O episódio também coloca o funcionalismo da Saúde no centro do debate político da Câmara. Ao atingir 1.785 servidores, a medida tem potencial para gerar pressão sobre o Executivo e mobilizar trabalhadores diretamente afetados pela mudança.
ASSISTA O PRINUNCIAMENTO DA VEREADORA
O adicional de insalubridade está relacionado à exposição do trabalhador a condições consideradas prejudiciais à saúde no exercício de determinadas atividades. Na rede de Saúde, o benefício alcança profissionais submetidos a diferentes situações de risco inerentes ao atendimento e às rotinas dos serviços públicos.
Cobrança por explicações
Ao levar o assunto para a tribuna, Katiuscia sinaliza que a oposição pretende explorar politicamente a diferença entre as promessas feitas na campanha e as medidas adotadas pela Prefeitura.
A cobrança agora recai sobre a administração de Abilio para que explique os critérios que levaram à suspensão do benefício e quais serão os impactos da decisão para os servidores atingidos.
O tema deve permanecer no radar da Câmara Municipal nos próximos dias, especialmente diante da repercussão entre os trabalhadores da Saúde e da cobrança por parte dos vereadores.
Até o momento, no material apresentado pela vereadora, a Prefeitura é questionada principalmente pela mudança em relação ao compromisso assumido durante a campanha. A manifestação oficial do Executivo sobre a medida e seus fundamentos será determinante para o avanço da discussão.
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