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Governo amplia tratamento contra câncer de pulmão no SUS com medicamentos de até R$ 643 mil

Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe devem beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes; tratamentos podem custar até R$ 643 mil por ano na rede privada

31/08/2026 - 15:25

Redação

Governo amplia tratamento contra câncer de pulmão no SUS com medicamentos de até R$ 643 mil

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Pacientes com câncer de pulmão atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a três novos medicamentos a partir de outubro. Segundo informações do Ministério da Saúde divulgadas pela Agência Brasil, o brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe serão incorporados ao tratamento de pacientes com diferentes tipos e estágios da doença.

A estimativa do governo federal é de que cerca de 1,9 mil pacientes sejam beneficiados inicialmente. Considerados medicamentos de alta tecnologia, os tratamentos podem chegar a R$ 643 mil por ano na rede privada.

O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Os medicamentos atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas e podem ser utilizados fora do ambiente hospitalar. De acordo com o Ministério da Saúde, uma das vantagens é a possibilidade de administração em casa, além de uma menor incidência de eventos adversos quando comparados a determinados esquemas convencionais de quimioterapia.

Já o durvalumabe atua de forma diferente. O medicamento estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais. Ele é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos a cirurgia.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento com durvalumabe demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes.

Tratamentos de alto custo

Os três medicamentos serão financiados integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política criada para ampliar a oferta de tratamentos de alto custo pelo SUS.

De acordo com o Ministério da Saúde, a AF-Onco deverá disponibilizar 23 medicamentos oncológicos de alto custo, o que representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos na rede pública.

A expectativa do governo é de que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela nova política. O orçamento anual estimado para a iniciativa é de R$ 2,1 bilhões.
 

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