A vereadora Maysa Leão (Republicanos) manifestou apoio à colega Katiuscia Mantelli diante da postura do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que, segundo ela, deslegitimou a atuação da parlamentar, do Ministério Público e do deputado estadual Max Russi na tentativa de mediar o impasse jurídico envolvendo 1.800 famílias dos bairros Paraisópolis e Silvanópolis.
A reunião foi conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, em parceria com a vereadora Katiuscia Mantelli, e teve como objetivo discutir uma solução para o conflito fundiário. A iniciativa foi motivada por uma decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decorrente de uma ação civil pública ambiental que tramita desde 2013.
A área ocupada pelas famílias há mais de 20 anos está localizada em uma região considerada sensível para a recarga de aquíferos e a preservação de nascentes.
Em vídeo, Abilio Brunini desqualificou o trabalho da vereadora na busca por uma solução e afirmou que somente ele tem “a caneta” para decidir sobre a questão.
“Não foi Katiuscia, não foi nenhuma outra pessoa, não foi deputado nenhum. Eu fui lá e fui eu que resolvi. A única pessoa que tem o poder para resolver essa situação é a Prefeitura Municipal de Cuiabá. Sem a Prefeitura, não tem nenhuma solução para esse local”, disse o prefeito.
Segundo Katiuscia Mantelli, a audiência pública que antecedeu a reunião foi convocada por ela, com aprovação da Câmara Municipal, e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi.
Em sua manifestação, Maysa Leão não poupou críticas ao prefeito. A vereadora afirmou que a gestão de Abilio é centralizadora e que o prefeito teria desautorizado secretários a tomar decisões sem seu expresso consentimento.
“Menos no caso da compra de livros didáticos... Tem alguma coisa que não fecha aí”, afirmou Maysa, ao questionar a postura do gestor.
A vereadora também destacou que todas as oito mulheres eleitas para a Câmara Municipal de Cuiabá já teriam sido alvo de críticas ou ataques por parte do prefeito.
“A política é um ambiente adverso à mulher”, declarou Maysa Leão.
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