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Risco de golpe foi "iminente" sob Bolsonaro, revela ex-comandante da FAB

AMEAÇA À DEMOCRACIA

18/08/2026 - 14:30

Redação

Risco de golpe foi

Foto: Divulgação FAB

O ex-comandante da FAB (Força Aérea Brasileira) Carlos Baptista Junior afirma que o risco de golpe no fim de 2022 foi iminente e que temia uma ruptura dentro do Exército. As revelações constam no seu novo livro, “Eu disse não –Uma trincheira antigolpista”, publicado pela Editora Autêntica, com lançamento previsto para setembro de 2026..

O brigadeiro, já na reserva, relatou em entrevista à Folha de S.Paulo os bastidores de reuniões fechadas em que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionou os comandantes militares a reverter a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro de 2022. Segundo Baptista Junior, os encontros exploravam caminhos para impedir a posse do presidente eleito sem que fossem atendidos os pressupostos legais de uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem), estado de defesa ou estado de sítio..

Sobre a decisão de não dispersar os protestos golpistas concentrados em frente aos quartéis, o brigadeiro negou a omissão. Baptista Junior disse que a retirada forçada dos manifestantes poderia resultar em “um mar de sangue”. Segundo ele, a mobilização já apresentava probabilidade decrescente e os comandantes sinalizaram para todos os lados que era “hora de jogar o jogo da legalidade”. A nota publicada em 11 de novembro de 2022, que condenou “eventuais excessos” dos manifestantes, mas também fez críticas indiretas ao Judiciário, foi defendida por Baptista Junior como adequada ao momento. Ele afirmou que o documento autorizava manifestações pacíficas e repudiava depredações, sem, contudo, eliminar ambiguidades sobre o apoio institucional ao processo eleitoral. Em um dos encontros depois da derrota nas urnas, Bolsonaro teria dito ao brigadeiro: “BJ, eu já te dei 2 cartões amarelos”. Baptista Junior não detalhou o contexto preciso da frase, mas a inseriu na narrativa de pressões que descreveu como “diversas e cansativas reuniões”....

O brigadeiro disse ter votado em Bolsonaro tanto em 2018 quanto em 2022. Em 2018, justificou a escolha pela necessidade de “um banho de liberalismo, de liberdade econômica, de valores” depois do ambiente gerado pela operação Lava Jato. Em 2022, disse ter considerado que a anulação das condenações de Lula representou uma quebra do Estado democrático de Direito, o que pesou na decisão. Baptista Junior reconheceu, porém, que na época não tinha certeza de que Bolsonaro tentaria subverter a ordem democrática caso vencesse. Questionado sobre a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal, 

 
 

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