13/08/2026 - 15:15 | Atualizada em 19/08/2026 - 09:03
Cícero Henrique
A trajetória política do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) segue cercada por uma sucessão de polêmicas que alimentam críticas da oposição e levantam questionamentos sobre a gestão de recursos públicos em Mato Grosso. Entre os casos mais citados estão as denúncias envolvendo o BRT, o Autódromo do Parque Novo Mato Grosso e o fechamento de mais de uma centena de escolas estaduais ao longo de sua administração. Diversos contratos, obras e procedimentos administrativos foram alvo de questionamentos e análises por órgãos de controle, ampliando o desgaste político de um grupo que, durante anos, vendeu a imagem de eficiência administrativa, mas hoje enfrenta cobranças cada vez mais duras por transparência e prestação de contas.
O episódio que mais provoca repercussão, entretanto, é o acordo que resultou no pagamento de R$ 308 milhões relacionados à Oi. O caso passou a ser investigado por órgãos de controle e pelo Ministério Público após denúncias sobre a destinação dos recursos e possíveis vínculos dos beneficiários com pessoas próximas ao núcleo político do governo. Reportagens nacionais revelaram que o acordo colocou a gestão Mauro Mendes no centro de investigações e suspeitas sobre o destino dos recursos públicos, enquanto o governo sempre negou qualquer irregularidade e sustenta que a operação gerou economia aos cofres estaduais.
Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) tem sido um dos críticos mais contundentes do episódio. Segundo o parlamentar, os R$ 308 milhões poderiam ter financiado a construção de 26 escolas de tempo integral, 56 creches, 1.363 leitos hospitalares, 1.567 viaturas para as forças de segurança e 1.836 ambulâncias para os municípios mato-grossenses. Em discursos na tribuna, Barranco afirmou que a “turma de Mauro Mendes roubou o dinheiro do Estado” e classificou o grupo político do ex-governador como uma “quadrilha” que teria “assaltado os cofres públicos de Mato Grosso”. As declarações refletem a gravidade das acusações feitas pela oposição, embora os fatos ainda sejam objeto de apurações e o ex-governador negue qualquer prática ilegal.
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