11/08/2026 - 09:25 | Atualizada em 13/08/2026 - 09:48
Cícero Henrique
A divulgação de um vídeo em que o presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE), Rogerinho Dakar (PSDB), aparece recebendo dinheiro provocou pressão sobre a administração da prefeita Flávia Moretti (PL). Questionado sobre o episódio nesta terça-feira (11), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a prefeita deve avaliar as imagens e adotar as medidas que considerar necessárias.
Pivetta foi direto ao comentar o conteúdo da gravação e disse que, pelas cenas divulgadas, entende que alguma providência deve ser analisada. O governador, entretanto, ressaltou que não é especialista no assunto. A declaração coloca o episódio no campo de responsabilidade da Prefeitura, já que o DAE permanece como autarquia municipal.
O governador também fez questão de afastar qualquer interpretação de que o Estado tenha assumido o controle da autarquia. Segundo Pivetta, a participação estadual ocorre por meio de uma parceria com o município, estabelecida em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com previsão de até R$ 60 milhões para aquisição de equipamentos e materiais destinados ao abastecimento de água.
A operação dos recursos, conforme explicou Pivetta, não ocorre por meio de repasses diretos ao DAE. A Sinfra realiza as compras necessárias e encaminha os equipamentos e materiais para os locais definidos no plano emergencial. O governador afirmou ainda que as medidas previstas já estão sendo executadas e que o Estado mantém sua participação voltada ao enfrentamento da crise no abastecimento.
Nas imagens que vieram a público, Rogerinho aparece recebendo um maço de dinheiro e, depois, uma sacola com outras cédulas. Não foram informados o valor, a origem dos recursos, a data da gravação ou a finalidade do dinheiro. Essas informações permanecem desconhecidas até o momento.
O episódio ocorre meses depois de Rogerinho assumir o comando do DAE, em março, no lugar do coronel Zilmar da Silva Dias. Diante da repercussão, o presidente da autarquia negou irregularidades em sua administração e citou a realização de mais de 14 licitações nos cinco meses em que está no cargo.
A situação agora aumenta a pressão para que a Prefeitura de Várzea Grande esclareça o episódio e defina se haverá alguma medida administrativa. Enquanto isso, Pivetta mantém a posição de que o Estado não administra o DAE e que sua atuação está concentrada na parceria firmada para tentar amenizar a crise de abastecimento no município.
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