A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6/8), a Operação Heritage, para apurar a suposta prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.
Policiais federais cumprem
25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de
Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também estão sendo cumpridas medidas de
afastamento dos sigilos bancário e fiscal, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, proibição de saída do país com o recolhimento de passaportes, proibição de contato entre investigados, entre outras medidas cautelares.
ALVOS (em atualização)
- Mauro Mendes (UB), ex-governador de Mato Grosso e candidato a senador;
- Desembargador Ricardo Gomes de Almeida (TJMT);
- Francisco de Assis da Silva Lopes: Procurador-geral do Estado de Mato Grosso;
- Fábio Garcia (UB), deputado federal e candidato a vice-governador ;
- Fabíola Paulino Garcia, irmã de Fábio Garcia;
- Ulisses Rabaneda, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
Errata: Ao contrário do inicialmente divulgado, o
desembargador Mário Kono apenas atuou na homologação judicial de um acordo extrajudicial em período anterior, não figurando como investigado, alvo de buscas ou possuindo qualquer ligação com os desvios apurados pela Polícia Federal.
FUNDOS DO MASTER
As ordens judiciais miraram os fluxos financeiros de fundos de investimento administrados e custodiados pelo Banco Master. A PF aponta que os fundos
Royal Capital, Lotte Word, Golden Bird e Coliseu (estes últimos ligados a pessoas do entorno de Mauro Mendes) foram
utilizados em cascata para ocultar o destino final do dinheiro público.
PF cumpre mandados na residência de Mauro Mendes (UB)
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As investigações tiveram origem na análise de um
acordo celebrado entre o estado de Mato Grosso e a empresa privada de telefonia Oi S/A, envolvendo a restituição de valores decorrentes de disputa tributária. Há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o
desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões, mediante a utilização de estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o
objetivo de ocultar e de dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.
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Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, sem prejuízo de outras infrações penais que venham a ser identificadas ao longo da investigação.