31/07/2026 - 18:32 | Atualizada em 01/08/2026 - 11:11
Cícero Henrique
A articulação entre Jayme Campos (União), Max Russi (Podemos) e Janaína Riva (MDB) revela que o cenário político de Mato Grosso continua marcado por rearranjos de bastidores e pela busca de alternativas após derrotas e impasses partidários. O movimento ganhou força depois que Jayme saiu enfraquecido da convenção do União Brasil, que optou por apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) e enterrou o projeto do senador de disputar o Governo do Estado pela legenda.
A tentativa de construir uma terceira via surge como uma reação ao novo quadro político, mas ainda está longe de representar um projeto consolidado. Embora aliados defendam a candidatura de Max Russi ao governo e Janaína Riva como vice, o próprio presidente da Assembleia Legislativa demonstra cautela diante dos riscos da empreitada. A resistência de Max expõe as incertezas da composição e mostra que nem mesmo seus potenciais protagonistas estão convencidos sobre a viabilidade do projeto.
Outro fator que evidencia a indefinição da aliança é a possibilidade de mudança na própria cabeça de chapa, já que Janaína Riva também é cogitada para disputar o governo. Enquanto os articuladores vendem a imagem de uma chapa forte e competitiva, as negociações ainda dependem de decisões estratégicas fundamentais. Por enquanto, a chamada terceira via existe mais como uma construção política em andamento do que como uma candidatura efetivamente consolidada para a disputa estadual.
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