31/07/2026 - 09:29 | Atualizada em 31/07/2026 - 16:36
Cícero Henrique
A decisão do União Brasil de não lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso em 2026 e apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aprofundou a crise interna da sigla e expôs um racha entre importantes lideranças do partido. O senador Jayme Campos afirmou ter sido traído durante as articulações que culminaram na definição do apoio, direcionando críticas ao grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes.
As reclamações ganharam ainda mais força após declarações do secretário-geral do União Brasil, deputado estadual Dilmar Dal Bosco, que classificou as negociações que antecederam a decisão como uma “traição” e relatou que as tratativas avançaram durante toda a madrugada. O episódio ampliou o desgaste interno e alimentou questionamentos sobre a condução política do processo que retirou da legenda a possibilidade de disputar o Palácio Paiaguás com candidatura própria.
Nos bastidores da política mato-grossense, aliados e adversários trocam acusações e versões sobre os fatores que levaram ao alinhamento com Pivetta. Até o momento, porém, não foram apresentadas provas públicas que sustentem especulações sobre eventuais vantagens ou acordos irregulares. O fato concreto é que a decisão deixou marcas profundas no União Brasil, fortaleceu a narrativa de traição defendida por Jayme Campos e colocou Mauro Mendes no centro de uma das maiores turbulências políticas da legenda às vésperas da sucessão estadual.
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