30/07/2026 - 11:45 | Atualizada em 30/07/2026 - 11:57
Cícero Henrique
A investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse ganhou novos desdobramentos após a Polícia Federal passar a avaliar a possibilidade de solicitar a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na chamada Difusão Prateada da Interpol, mecanismo internacional utilizado para rastreamento de patrimônio e ativos mantidos no exterior. A medida ainda não foi formalizada, mas é considerada pelos investigadores como alternativa para ampliar a cooperação internacional caso os instrumentos tradicionais não sejam suficientes para acompanhar a movimentação dos recursos sob análise.
O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração busca esclarecer o repasse de R$ 61 milhões feito por Vorcaro ao projeto cinematográfico e avançou para uma nova etapa, na qual a PF passou a cruzar informações sobre os aportes financeiros com emendas parlamentares apresentadas por Flávio Bolsonaro. O objetivo é verificar se existiu alguma eventual contrapartida política relacionada aos investimentos destinados à produção.
Além de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a investigação também foi ampliada para incluir o deputado Eduardo Bolsonaro, o publicitário Thiago Miranda e movimentações financeiras entre o Brasil e o estado do Texas, nos Estados Unidos. Os investigadores analisam estruturas financeiras internacionais e o destino dos recursos transferidos, enquanto a defesa do senador sustenta que os valores foram direcionados a um fundo específico da produção cinematográfica, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos. O caso segue sob análise da PF, da PGR e do STF, sem conclusão definitiva até o momento.
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