16/07/2026 - 18:32 | Atualizada em 17/07/2026 - 08:28
Cícero Henrique
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ampliou o racha dentro de sua própria base na Câmara Municipal após a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê uma arrecadação de R$ 5,07 bilhões. Em mais um movimento de isolamento político, o prefeito removeu os vereadores Dilemário Alencar (União) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade) do grupo de WhatsApp que reunia parlamentares aliados e se chamava “Vereadores 2025 e prefeito”.
O grupo agora passou a se chamar “Grupo de 12”, em referência aos doze vereadores que ainda permanecem na conversa. A nova exclusão ocorre poucos dias depois de Abilio já ter removido os vereadores Alex Rodrigues (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Podemos), Katiuscia Manteli (Podemos) e a vereadora Michelly Alencar (União). A sequência de afastamentos expõe o desgaste da articulação política do prefeito e a dificuldade de manter unida uma base que deveria sustentar sua gestão na Câmara.
Todos os vereadores removidos apoiam a candidatura do vereador Ilde Taques (Podemos) à presidência da Mesa Diretora. O episódio evidencia que a disputa pelo comando do Legislativo municipal aprofundou a crise entre Abilio Brunini e parte dos vereadores, transformando a base governista em um campo de conflitos, rompimentos e exclusões. Enquanto o prefeito perde aliados no grupo político, a Câmara avança para uma eleição marcada pela divisão e pelo confronto interno.
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