15/07/2026 - 18:44 | Atualizada em 16/07/2026 - 13:33
Cícero Henrique
A deflagração da Operação Fugazi pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (15), reacendeu na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) as discussões sobre a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados. O presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o avanço das investigações pode alterar o ritmo das articulações políticas e dar maior respaldo à proposta de apuração no âmbito estadual.
Para o parlamentar, o surgimento de uma investigação federal envolvendo possíveis irregularidades e a eventual participação de agentes públicos tornam o debate mais consistente. Max Russi destacou que, anteriormente, avaliava que o calendário eleitoral poderia dificultar o andamento de uma CPI, mas afirmou que o novo cenário exige uma reavaliação dessa posição diante dos fatos que vierem a ser confirmados.
O presidente da ALMT informou ainda que a proposta já reúne entre seis e sete assinaturas de deputados favoráveis à abertura da comissão. Segundo ele, a continuidade da mobilização dependerá da confirmação de que empresas investigadas pela Polícia Federal também atuaram no mercado de crédito consignado em Mato Grosso, situação que poderá justificar uma apuração específica por parte do Legislativo estadual.
Na avaliação de Max Russi, caso seja comprovada a atuação dessas empresas no Estado, a Assembleia terá o dever institucional de aprofundar as investigações por meio de uma CPI. O parlamentar ressaltou que a comissão poderá contribuir para esclarecer possíveis irregularidades relacionadas ao sistema de consignados, desde que haja elementos concretos que justifiquem sua instalação.
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