11/07/2026 - 13:43
Cícero Henriqie
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República enfrenta uma sequência de movimentos que, até o momento, não produziram os resultados políticos esperados. A viagem aos Estados Unidos, tratada como uma tentativa de fortalecer sua candidatura, acabou sendo vista por parte do empresariado como um gesto sem efeitos práticos. A expectativa de avanços em relação ao tarifaço ou de uma aproximação institucional com o governo de Donald Trump não se concretizou, alimentando a percepção de que a estratégia falhou em entregar resultados concretos.
Outro ponto que passou a gerar críticas foi o discurso sobre a relação bilateral com os Estados Unidos. Flávio Bolsonaro prometeu disponibilizar terras raras aos norte-americanos, mas sem apresentar detalhes de um plano que demonstrasse benefícios diretos ao Brasil. Além disso, ao defender a criação de um grupo de transição voltado especificamente para a relação com Washington, acabou transmitindo a imagem de que prioriza um único parceiro internacional, deixando em segundo plano outras relações estratégicas para a política externa brasileira.
Nos bastidores do setor empresarial, a avaliação é de que essa condução tem ampliado o desgaste da pré-candidatura em vez de fortalecê-la. A ausência de resultados concretos e a estratégia adotada na agenda internacional vêm sendo interpretadas como fatores que dificultam a construção de apoio político e econômico. Nesse cenário, cresce a percepção de que parte do empresariado começa a voltar sua atenção para Ronaldo Caiado (PSD), indicando uma possível mudança de interlocução dentro do campo conservador.
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