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De picles a bolsas feitas de guarda-chuva: mulheres de Várzea Grande transformam agricultura familiar em renda e sustentabilidade

Empreendedorismo feminino movimenta 1ª Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana em Várzea Grande

06/07/2026 - 09:01 | Atualizada em 07/07/2026 - 08:52

Redação

De picles a bolsas feitas de guarda-chuva: mulheres de Várzea Grande transformam agricultura familiar em renda e sustentabilidade

Foto: Divulgação/Secom-VG

Da cozinha à costura. Mulheres de Várzea Grande provaram, durante a 1ª Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana – Terezinha Rios, que agricultura familiar é sinônimo de inovação, sustentabilidade e transformação social.Realizado na Praça Sarita Baracat, o evento reuniu iniciativas lideradas por mulheres que vão muito além da produção de alimentos.

Os projetos apresentados unem reaproveitamento de materiais, economia solidária e geração de renda dentro de casa.

Conservas 100% naturais viram negócio

Moradora de Várzea Grande há 40 anos, Claudia Bissi empreende há pouco mais de um ano. Há cinco meses na Feira da Família, ela investiu em cursos presenciais e on-line para produzir conservas artesanais.Hoje, o portfólio inclui picles, ovos de codorna, cebolas, pimentas, beterraba, além de doces, geleias e licores de uva, abacaxi e maracujá. Tudo sem conservantes.



"Resolvi empreender em Várzea Grande e comecei a fazer cursos para aperfeiçoar meu trabalho. Tudo o que produzo é 100% natural, sem conservantes. Graças a Deus, hoje já tenho clientes fixos e isso mostra que valeu a pena acreditar nesse sonho", disse Claudia.

Reaproveitamento e autonomia econômica

Outro destaque foi Miguelina Maria da Rosa, que levou doces artesanais e peças de artesanato, mostrando a diversidade da produção rural do município.Já o Coletivo de Mulheres Essência, representado por Evanilda Maria Ramos, a Tina, chamou atenção com bolsas feitas a partir de tecidos de guarda-chuvas usados.

O grupo também expôs peças com retalhos, máscaras para dormir e mudas de plantas.O coletivo atua em diversos bairros de Várzea Grande com foco em mulheres em situação de vulnerabilidade social. Além da venda, oferece cursos, palestras e oficinas de costura, artesanato, segurança alimentar, implantação de canteiros e preservação de sementes. A ideia é simples: ensinar as mulheres a produzirem e gerarem renda dentro de suas próprias casas.



Protagonismo que fortalece a cidade

Para o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a presença das expositoras mostra a força do trabalho feminino."A participação dessas expositoras reforça o protagonismo feminino na agricultura familiar e na economia solidária, mostrando que iniciativas lideradas por mulheres geram emprego, fortalecem comunidades e contribuem para o desenvolvimento sustentável de Várzea Grande", avaliou.
 

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