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Recusa de recursos e gestão isolada fazem cuiabano pagar a conta da postura de Abilio Brunini

03/07/2026 - 12:28 | Atualizada em 03/07/2026 - 12:42

Cícero Henrique

Recusa de recursos e gestão isolada fazem cuiabano pagar a conta da postura de Abilio Brunini

Foto: Reprodução

A população de Cuiabá é a principal prejudicada pela postura do prefeito Abilio Brunini de recusar recursos federais e centralizar decisões, sem diálogo com a sociedade e com a Câmara Municipal.

Desde que assumiu, Brunini rejeita sistematicamente verbas da União para áreas essenciais como Saúde, Educação, Habitação e Infraestrutura. Ao mesmo tempo, a gestão amarga uma dívida milionária e ainda não quitou os restos a pagar herdados da administração anterior, de Emanuel Pinheiro.

Isolado politicamente, o prefeito tem tomado medidas sem consultar servidores, vereadores da base, sindicatos e entidades do comércio e da construção civil. O conflito mais recente foi o Decreto que proíbe loteamentos com lotes menores que 200m², que caminha para ser derrubado na Câmara.

Enquanto recusa apoio federal, a Prefeitura tenta compensar com aumento de taxas, tarifas e alíquotas. A promessa de campanha de acabar com a chamada “indústria da multa” também foi abandonada.

O custo para Cuiabá
A recusa de recursos tira da cidade investimentos que já estão sendo aplicados em cidades vizinhas. Em Várzea Grande, a prefeita Flávia Moretti adotou caminho oposto: articulação com o governo federal e com parlamentares para destravar obras e programas.

Só no último período, VG garantiu:
  • R$ 103 milhões do Novo PAC Saúde para a Maternidade Municipal;
  • R$ 20 milhões em repasses do Ministério da Agricultura;
  • R$ 3 milhões do PAC para o primeiro CAPS AD III próprio, com atendimento 24h;
  • Kit Telessaúde, para ampliar exames e consultas remotas pelo SUS;
  • Carreta da Saúde da Mulher, sede inicial em MT de mamografias e ultrassons gratuitos;
  • Pavimentação e drenagem via Caixa e Sudeco, com obras nos bairros Parque das Nações e Terra Nova;
  • AdaptaCidades, para planejamento de sustentabilidade e adaptação climática.

Em Cuiabá, esses mesmos programas deixam de chegar. O resultado é menos leitos, menos consultas, menos infraestrutura e mais cobrança do cuiabano, que arca com o aumento da carga tributária local enquanto perde acesso a investimentos federais.
 

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