01/07/2026 - 16:15 | Atualizada em 01/07/2026 - 16:28
Cícero Henrique
As declarações atribuídas a Paulo Figueiredo, afirmando que as mulheres "não sabem votar", reacenderam o debate sobre machismo e violência política de gênero no Brasil. A fala provocou reação justamente em um momento em que lideranças femininas do campo conservador também relatam ataques e tentativas de desqualificação dentro do próprio ambiente político.
Durante sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, a senadora Damares Alves fez um pronunciamento em defesa da participação feminina na política. Sem citar nomes, afirmou que mulheres que ingressam na vida pública enfrentam campanhas de desinformação, intimidação e ataques pessoais, mas defendeu que elas não recuem diante dessas práticas.
A parlamentar também destacou que a legislação brasileira tipifica a violência política de gênero e orientou mulheres que se sintam vítimas desse tipo de conduta a recorrerem aos instrumentos legais disponíveis. Segundo Damares, a presença feminina nos espaços de poder depende da garantia de respeito, segurança e igualdade de participação.
O episódio evidencia que ataques dirigidos às mulheres, independentemente de sua posição ideológica, contribuem para desestimular a participação feminina na política e enfraquecem o debate democrático. Declarações que generalizam ou diminuem a capacidade de decisão das mulheres reforçam estereótipos incompatíveis com os princípios de igualdade e respeito previstos na Constituição.
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