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Abilio copia Jorginho e vira as costas para investimentos do governo Lula

POLARIZAÇÃO COBRA CARO

26/06/2026 - 18:12 | Atualizada em 28/06/2026 - 09:15

Cícero Henrique

Abilio copia Jorginho e vira as costas para investimentos do governo Lula

Foto: Reprodução

O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), durante evento nesta sexta-feira (26), acaba servindo também como um retrato da postura adotada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Em comum, ambos transformam divergências políticas com o governo federal em obstáculos para a construção de parcerias que poderiam resultar em investimentos para a população.

Ao afirmar que disputas políticas não podem impedir obras e recursos públicos, Lula criticou Jorginho Mello por, segundo ele, recusar uma parceria que envolveria um projeto de R$ 24 bilhões para Santa Catarina. O presidente ainda ironizou o governador ao questionar "o tamanho da cabeça" e "a qualidade da massa encefálica" de quem prefere abrir mão de investimentos em nome de disputas ideológicas.

Em Cuiabá, a postura de Abilio Brunini segue a mesma linha de enfrentamento político. Desde que assumiu a Prefeitura, o prefeito mantém um discurso de confronto com o governo federal, priorizando embates ideológicos em vez de construir uma relação institucional voltada à captação de recursos e investimentos para a capital mato-grossense.

O resultado desse comportamento é que quem acaba pagando a conta são os cidadãos. Enquanto outras administrações buscam diálogo para garantir obras, programas e financiamentos, Cuiabá permanece presa a uma lógica de polarização política que pouco contribui para resolver os problemas enfrentados diariamente pela população.

A crítica feita por Lula ao governador catarinense também funciona como um alerta para gestores públicos de qualquer esfera. Independentemente da posição partidária, prefeitos e governadores foram eleitos para defender os interesses da população, e não para transformar diferenças políticas em barreiras à chegada de investimentos públicos.

No fim das contas, tanto Jorginho Mello quanto Abilio Brunini acabam simbolizando um modelo de gestão em que a disputa ideológica parece ocupar espaço maior do que a busca por soluções administrativas. Quando a política se sobrepõe ao interesse coletivo, quem perde não é o governo federal nem o governo estadual, mas sim a população que espera obras, serviços e melhorias financiadas com recursos públicos.

 

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