04/06/2026 - 12:45 | Atualizada em 05/06/2026 - 10:36
A repercussão da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e de seu encontro com Donald Trump continua produzindo desgaste político. Levantamento da empresa Palver, realizado entre 27 de maio e 2 de junho em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram, aponta que 81% das mensagens opinativas analisadas responsabilizam o senador, direta ou indiretamente, pelas pressões americanas envolvendo o Pix e a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
O crescimento da associação entre Flávio Bolsonaro e a crise comercial ocorre em meio ao fortalecimento da narrativa de que a aproximação do senador com autoridades americanas contribuiu para ampliar as tensões entre Brasil e Estados Unidos. Nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o termo "Tariflávio" passou a ser utilizado por críticos para relacionar o parlamentar aos possíveis impactos econômicos das medidas discutidas pelo governo norte-americano, reforçando o desgaste político em torno do episódio.
Embora Flávio Bolsonaro tenha enviado uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que não sejam aplicadas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, a iniciativa não foi suficiente para conter as críticas. O levantamento mostra que parte significativa das mensagens continua questionando sua atuação internacional e apontando contradições entre o discurso adotado por aliados do senador e os efeitos políticos provocados pela crise. O episódio ampliou a polarização e transformou o nome de Flávio Bolsonaro em um dos principais alvos do debate político sobre soberania nacional, economia e relações diplomáticas.
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