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Ex-secretário conhecia de longa data contratada do PR que forneceu R$ 3,5 mi em material didático

Aquisição sem licitação foi publicada dois meses após a posse de Amauri Monge na SME

31/05/2026 - 15:01 | Atualizada em 02/06/2026 - 11:57

Cícero Henrique

Ex-secretário conhecia de longa data contratada do PR que forneceu R$ 3,5 mi em material didático

Foto: Reprodução

A empresa que assinou contrato de R$ 3,5 milhões sem licitação para fornecer livros à Prefeitura de Cuiabá é representada por uma palestrante que dividiu evento com o então futuro secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes, em 2019.

Dois meses após ser nomeado para a pasta na gestão Abilio Brunini (PL), Amauri autorizou a contratação da CONTAGIE LTDA, de Alessandra Aranda Nicolau, por R$ 3.511.939,00. O extrato do contrato nº 152/2025, publicado na Gazeta Municipal, foi firmado por inexigibilidade de licitação.



A ligação entre os dois vem de antes. Em 2019, Amauri era Secretário Regional de Educação do Consórcio de Desenvolvimento e Inovação do Norte do Paraná (CODINORP). No mesmo ano, em evento do consórcio em Londrina (PR), Alessandra participou como palestrante. À época, ela era assessora pedagógica da Somos Educação e falou sobre “pedagogia afetiva e formação docente”.

Ata do evento da CODINORP confirma a presença de ambos: Amauri como representante do consórcio e Alessandra como palestrante convidada.  (Veja ao final).

Na rede social Facebook há registro de uma reunião com a participação de Amauri e a assessora pedagógica da Somos Educação.

No atual cenário em que o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) e o ex-secretário Amauri Monge estão no centro do debate sobre possível contratações indevidas e suposta 'pedalada fiscal', o contrato firmado em Cuiabá em 2025 llevanta suspeita sobre a proximidade prévia entre contratante e contratada na compra de material didático sem disputa. Não foi possível, até o momento, identificar o material adquirido pela SME, nem como ele é utilizado nas salas de aula. 

O TCE e o MP-MT investigam os contratos firmados pela SME-Cuiabá para aquisição de materiais didáticos. Grande parte dos livros e outros materiais estão sem uso nas escolas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Tribunal de Contas de MT (@tcematogrosso)


Durante fiscalização realizada na última semana, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, afirmou ter identificado R$ 21 milhões em livros sem uso e suspeita de maquiagem no Ideb de MT. 
Segundo o presidente do TCE, 62% dos materiais didáticos no estado foram adquiridos sem licitação.

Até o momento desta publicação não conseguimos contato com o ex-secretário Amauri Monge para comentar as informações. O espaço segue aberto para manifestação.

 

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