29/05/2026 - 16:51 | Atualizada em 30/05/2026 - 14:31
Cícero Henrique
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom nesta sexta-feira (29) e fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Durante declaração pública, Lula acusou o parlamentar de agir contra os interesses nacionais ao buscar apoio político fora do país e afirmou que o filho do ex-presidente “não tem vergonha de trair a pátria” ao incentivar medidas externas envolvendo o Brasil.
A reação do Palácio do Planalto veio em meio à repercussão do encontro de Flávio com Donald Trump em Washington, ocorrido nesta semana. Para aliados do governo, a movimentação internacional do senador abre uma crise política e alimenta a narrativa de interferência externa em assuntos internos do país. Lula também afirmou que a postura do parlamentar reforça um discurso de afronta à soberania brasileira e classificou a articulação como um gesto grave e politicamente irresponsável.
A declaração do presidente aumentou ainda mais a tensão entre governo e oposição em Brasília. O episódio ganhou contornos de embate diplomático e ampliou a pressão sobre Flávio Bolsonaro, que agora se vê no centro de uma nova tempestade política. Nos bastidores, a fala de Lula foi interpretada como um recado direto ao núcleo bolsonarista: qualquer tentativa de internacionalizar disputas internas será tratada pelo Planalto como ataque frontal aos interesses do país.
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