informe o texto

Notícias | Executivo

Pedalada de R$ 100 mi: ex-secretário acusa Abilio de desviar verba da Educação e alerta para colapso

Amauri Monge negou irregularidades na compra de livros didáticos e revelou pedalada fiscal na administração Abilio Brunini

28/05/2026 - 15:33 | Atualizada em 01/06/2026 - 16:25

Cícero Henrique

Pedalada de R$ 100 mi: ex-secretário acusa Abilio de desviar verba da Educação e alerta para colapso

Foto: Reprodução

O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, acusou a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) de cometer uma “pedalada fiscal” de mais de R$ 100 milhões em 2024, tirando recursos que deveriam ir para a Educação. Ele disse ainda que deixou o cargo por causa do “colapso” na área.

O que é pedalada fiscal?
É quando o governo usa dinheiro carimbado para uma área específica em outra despesa, sem autorização. Na prática, no papel os R$ 100 milhões constavam como gasto em Educação para cumprir o mínimo constitucional de 25%, mas o valor foi desviado para outras finalidades.

A denúncia foi feita nesta quinta-feira (28), na tribuna da Câmara de Cuiabá. Monge havia sido convidado para falar sobre a acusação do prefeito de um suposto superfaturamento de R$ 80 milhões na compra de livros.

“Não podemos deixar que esse assunto vire cortina de fumaça para o que está acontecendo na Educação. No ano passado cumprimos os 25% constitucionais no papel, só que o dinheiro não foi para lá. Foi uma pedalada de mais de R$ 100 milhões”, afirmou.

ASSISTA O PRONUNCIAMENTO DE AMAURI MONGE



Segundo ele, a manobra está documentada na Comissão de Educação com os vereadores Mário Nadaf (PV), Michelly (União) e Daniel Monteiro (Republicanos), além do secretário de Fazenda, Antônio Bussiki, e do contador-geral do município, Éder. “Está lá: mais de R$ 100 milhões que deveriam ter ido para a Educação e não foram. Só que eu não deixei de cumprir os 25% para que o prefeito não ficasse inelegível”, disse.

Monge alertou que a pedalada colocou em risco “empresas sérias que forneceram para a prefeitura e hoje correm risco de falência” por causa de dívidas herdadas de 2024.Ele negou que tenha saído da pasta para ajudar na campanha do ex-secretário estadual de Educação, Alan Porto. “Saí por causa do colapso na administração da Capital”, cravou.O ex-secretário afirma ter toda a documentação com o secretário Bussiki. “Eu faço gestão. Mostrei detalhadamente o que recebemos de Fundeb, das verbas reais do governo federal”, pontuou.

A expectativa agora é com a reação do Legislativo e órgãos de controle.

Até o momento desta publicação, a secretária de Comunicação do município não respondeu o pedido para o prefeito Abilio Brunini comentar as declarações de Amauri Monge. O espaço segue aberto.
 

Informe seu email e receba notícias!

Sitevip Internet