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Explode crise no sistema prisional: Governo de MT é acusado de desmontar serviço público com contratação temporária

MATO GROSSO

20/05/2026 - 15:09 | Atualizada em 21/05/2026 - 12:06

Cícero Henrique

Explode crise no sistema prisional: Governo de MT é acusado de desmontar serviço público com contratação temporária

Foto: JL Siqueira/ALMT

O deputado estadual Lúdio Cabral elevou o tom contra o Governo de Mato Grosso após a denúncia feita pelo Sinsispen sobre a contratação temporária de cerca de 1.077 vigilantes penais. Para o parlamentar, a medida representa mais um passo perigoso rumo à precarização do sistema penitenciário e escancara o que muitos deputados já classificam como uma “máquina de privatização” instalada no Estado. Lúdio questiona quais serão exatamente as atribuições desses vigilantes, quantos cargos efetivos seguem vagos no sistema prisional e por que o governo insiste em ignorar os aprovados em concursos públicos enquanto amplia contratos temporários.

Segundo o petista, a situação é alarmante porque existe um déficit histórico de servidores penais e o caminho correto para recompor o quadro seria a convocação imediata dos aprovados e a realização de novos concursos públicos. Em vez disso, o governo estaria apostando em soluções improvisadas e temporárias, colocando em risco a segurança nas unidades prisionais e desmontando o serviço público de carreira. Lúdio encaminhou requerimentos de informações cobrando transparência sobre o processo e notificou todos os deputados estaduais para que acompanhem de perto o caso. Nos bastidores da Assembleia, cresce a revolta de parlamentares que enxergam na medida um projeto de terceirização silenciosa do sistema penitenciário.

A denúncia do Sinsispen caiu como uma bomba política em Mato Grosso e ampliou o desgaste da gestão estadual entre servidores públicos e sindicatos. Para oposicionistas, o governo estaria transformando áreas estratégicas em terreno fértil para contratos precários, enfraquecendo direitos trabalhistas e desmontando estruturas permanentes do Estado. O temor é que a contratação temporária de mais de mil vigilantes seja apenas o início de uma política ampla de substituição dos concursados por vínculos frágeis, aprofundando o caos administrativo e abrindo caminho para a privatização em massa dos serviços públicos estaduais.

 

 

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