20/05/2026 - 11:22 | Atualizada em 21/05/2026 - 12:05
Cícero Henrique
A pressão sobre a gestão da saúde em Mato Grosso ganhou novos contornos na Assembleia Legislativa após o deputado estadual Lúdio Cabral cobrar publicamente, nesta quarta-feira (20), a convocação dos aprovados no último concurso da Secretaria de Estado de Saúde. O parlamentar alertou que o certame se aproxima do prazo final de validade, enquanto centenas de profissionais seguem aguardando uma nomeação que nunca chega. Para Lúdio, a demora do governo em chamar os concursados escancara um cenário de descaso com a valorização do serviço público e levanta dúvidas sobre a real prioridade da gestão estadual para a saúde.
A crítica ganhou ainda mais força quando o deputado Paulo Araújo subiu à tribuna para reforçar as denúncias envolvendo a Secretaria de Estado de Saúde. Segundo ele, enquanto os aprovados permanecem esquecidos, a pasta intensifica a contratação de servidores temporários em pleno período eleitoral, prática que gera forte questionamento político e jurídico. O parlamentar classificou a situação como incoerente e preocupante, principalmente diante da existência de um concurso público válido, com profissionais aptos e aprovados aguardando convocação.
O discurso de Paulo Araújo elevou ainda mais a tensão política ao apontar que a manutenção dos contratos temporários pode abrir margem para favorecimentos e utilização política da máquina pública. Na avaliação de deputados da oposição e de setores críticos ao governo, a substituição de concursados por temporários transmite a sensação de improviso administrativo e fragilidade na condução da saúde estadual, justamente em uma área que deveria priorizar estabilidade técnica e continuidade dos serviços.
Diante da gravidade das denúncias, o deputado Júlio Campos afirmou que a Assembleia precisa reagir de forma dura e imediata. O parlamentar defendeu a emissão de um decreto legislativo para sustar os efeitos das contratações temporárias realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde, ampliando o desgaste político sobre o governo estadual. A movimentação evidencia que a crise envolvendo o concurso da saúde deixou de ser apenas administrativa e passou a ocupar o centro do embate político em Mato Grosso.
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