informe o texto

Notícias | Brasil

QUEM TRAVA A REDUÇÃO DA JORNADA FICA CONTRA O TRABALHADOR: OPOSIÇÃO E CENTRÃO QUEREM 10 ANOS DE ESPERA E CORTAR FGTS

Emenda da oposição ainda isenta empresas da contribuição de 20% à Previdência

20/05/2026 - 11:09 | Atualizada em 20/05/2026 - 15:15

Redação

QUEM TRAVA A REDUÇÃO DA JORNADA FICA CONTRA O TRABALHADOR: OPOSIÇÃO E CENTRÃO QUEREM 10 ANOS DE ESPERA E CORTAR FGTS

Foto: Agência Câmara

A Comissão Especial que debate o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44h para 40h semanais adiou para segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB). O texto estava previsto para esta quarta (20).

O atraso escancara a pressão de setores do empresariado, da oposição e do Centrão para esvaziar a proposta. O grupo quer impor uma transição de 10 anos, cortar o FGTS do trabalhador de 8% para 4% e deixar de fora categorias “essenciais” — que continuariam com 44h semanais.

Na prática, quem defende essas mudanças é contra o trabalhador. São 10 anos a mais de jornada extenuante, menos dinheiro no FGTS e exclusão de quem mais precisa de descanso. Uma das emendas, do deputado Sérgio Turra (PP-RS), tem 176 assinaturas — maioria do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13). Além da transição de uma década, ela isenta empresas da contribuição de 20% à Previdência.

Outra emenda, de Tião Medeiros (PP-PR), com 171 apoios, segue a mesma linha: 10 anos de espera e exclusão dos “essenciais”.

O relator Leo Prates diz que precisa de mais tempo para negociar a transição, mas garante que a votação na Comissão segue marcada para 26 de maio. Ele defende um meio-termo: transição de 2 a 4 anos. Já o governo quer a redução imediata, sem transição e sem corte de salário.

Prates se reuniu na terça (19) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo, Paulo Pimenta (PT-RS). Após o encontro, afirmou: “São pontos a serem acordados, mas o sentimento, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”.

Enquanto isso, quem milita pelos 10 anos de transição e pela redução do FGTS deixa claro de que lado está: contra quem bate ponto. (Com informações da Agência Brasil e Câmara dos Deputados)
 

Informe seu email e receba notícias!

Sitevip Internet