A Comissão Especial que debate o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44h para 40h semanais adiou para segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB). O texto estava previsto para esta quarta (20).
O atraso escancara a pressão de setores do empresariado, da oposição e do Centrão para esvaziar a proposta. O grupo quer impor uma
transição de 10 anos, cortar o FGTS do trabalhador de 8% para 4% e deixar de fora categorias “essenciais” — que continuariam com 44h semanais.
Na prática, quem defende essas mudanças é contra o trabalhador. São 10 anos a mais de jornada extenuante, menos dinheiro no FGTS e exclusão de quem mais precisa de descanso. Uma das emendas, do
deputado Sérgio Turra (PP-RS), tem
176 assinaturas — maioria do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13). Além da transição de uma década, ela
isenta empresas da contribuição de 20% à Previdência.
Outra emenda, de Tião Medeiros (PP-PR),
com 171 apoios, segue a mesma linha: 10 anos de espera e exclusão dos “essenciais”.
O relator Leo Prates diz que
precisa de mais tempo para negociar a transição, mas garante que a votação na Comissão segue marcada para 26 de maio. Ele defende um meio-termo: transição de 2 a 4 anos. Já
o governo quer a redução imediata, sem transição e sem corte de salário.
Prates se reuniu na terça (19) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo, Paulo Pimenta (PT-RS). Após o encontro, afirmou: “São pontos a serem acordados, mas o sentimento, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”.
Enquanto isso, quem milita pelos
10 anos de transição e pela redução do FGTS deixa claro de que lado está: contra quem bate ponto. (Com informações da Agência Brasil e Câmara dos Deputados)